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Defesa de Bolsonaro rebate acusação e diz não acreditar em condenação

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Advogado do ex-presidente afirma que narrativa apresentada pela PGR será enfrentada ponto a ponto no julgamento

O advogado de Jair Bolsonaro (PL), Paulo Cunha Bueno, falou à imprensa após a primeira sessão do julgamento que pode resultar na condenação do ex-presidente. A manifestação ocorreu depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) defender a condenação de Bolsonaro por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e por golpe de Estado.

“São muitos pontos ali na acusação, todos eles terão que ser rebatidos e enfrentados. É uma narrativa longa. Invariavelmente nossas alegações finais também são extensas e debatem cada um dos pontos. É o processo do julgamento”, disse Bueno.

Questionado se, em caso de condenação, poderia pedir prisão domiciliar para Bolsonaro, o advogado foi categórico: “Não acredito que ele vá ser condenado.”

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi o segundo a se manifestar no julgamento da Ação Penal 2668, que começou nesta terça-feira (2/9), na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O processo apura a suposta trama golpista orquestrada por Bolsonaro e aliados após as eleições de 2022.

Além da condenação do ex-presidente, Gonet solicitou também a condenação de outros sete réus: Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin; Almir Garnier Santos, almirante e ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF; Augusto Heleno, general da reserva e ex-ministro do GSI; Paulo Sérgio Nogueira, general da reserva e ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, general da reserva e candidato a vice em 2022; e Mauro Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens, que firmou acordo de delação premiada.

Em sua acusação, Gonet destacou que a responsabilização dos envolvidos na tentativa de golpe é essencial para preservar a estabilidade da democracia brasileira. Segundo ele, a gravidade dos fatos exige resposta firme do Judiciário, para impedir que ações semelhantes voltem a colocar em risco o Estado Democrático de Direito.

Com informações do Correio Braziliense  

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