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“O caminho do dinheiro existe”, diz Haddad sobre o caso Master

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O ministro afirmou nesta terça-feira (3/2) que “alguém tem que tomar uma providência” de recuperar o dinheiro que estava no caixa do banco comandado por Daniel Vorcaro

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as investigações sobre o caso envolvendo o Banco Master devem apurar responsabilidades e rastrear o destino dos recursos. O ministro classificou o caso como um episódio de proporções inéditas no sistema financeiro brasileiro.

Segundo Haddad, cabe às autoridades policiais conduzir a apuração sobre eventuais responsabilidades individuais ou institucionais. “Isso é papel da polícia investigar. Eu eu fico perplexo com o tamanho que o problema tomou. Assumiu uma proporção absurda, não é normal. Não dá para dizer que isso é normal. E eu espero que as investigações levem aos responsáveis, porque de fato é um tombo e está sendo visto como maior fraude bancária da história do Brasil”, afirmou o ministro Haddad, em entrevista à BandNews FM nesta terça-feira (3/2).

O ministro defendeu que seja feito o rastreamento dos recursos movimentados. Segundo ele, “alguém tem que tomar uma providência de recuperar esse dinheiro, porque o caminho do dinheiro existe, esse dinheiro não desapareceu. Os CDBs foram vendidos, o dinheiro estava lá no caixa do Master, saiu para onde? O que que foi desse dinheiro? Alguém tem que tomar providência de rastrear e colocar em pratos limpos. O que aconteceu é muito grave, não é uma coisa pouco grave, tem que saber para onde foi o dinheiro”, reforçou Haddad.

Questionado sobre a atuação do Banco Central na gestão anterior, sob a presidência de Roberto Campos Neto, Haddad afirmou que nunca tratou do tema diretamente com o ex-presidente da instituição e que só passou a considerar o assunto preocupante durante as discussões sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que tratava da autonomia financeira do Banco Central. De acordo com o ministro, chamou atenção, naquele momento, o debate sobre a ampliação do valor coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que acendeu um alerta na equipe econômica.

Haddad reiterou que o ministério não é órgão de supervisão do sistema financeiro e que só teve conhecimento aprofundado da situação no ano passado após trabalho conduzido pela atual diretoria do Banco Central.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

Com informações do Correio Braziliense

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