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“Governo vai levar cidadania aos aeroportos brasileiros”, diz ministro

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Programa para tornar a aviação mais inclusiva foi elaborado pela Anac e pelo Ministério de Portos e Aeroportos e oferecerá, entre outras coisas, formação e capacitação a mulheres que desejam ingressar no setor aéreo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) lançaram, nesta quarta-feira (3/4), o programa “Asas para Todos”, que tem como objetivo a promoção de diversidade, inclusão, capacitação e o aumento da presença feminina no setor aéreo. A ação tem parceria com outros ministérios, além de universidades e representantes da sociedade civil.

“Essa é a primeira vez, nestes últimos 30 anos, em que a gente está tendo um projeto como esse, integrado de maneira transversal, envolvendo todos os ministérios que dialogam com todas as áreas da aviação brasileira, para que a gente possa atuar de maneira integrada. Dessa forma, não tenho dúvida que a gente vai levar cidadania aos aeroportos brasileiros”, pontuou, durante a apresentação da iniciativa, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O anúncio foi feito na sede da Anac, em Brasília, e contou ainda com a participação do diretor da agência de aviação civil, Tiago Sousa Pereira. Também estiveram presentes a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, o presidente da Embratur, Marcelo Freixo e o senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O programa Asas para Todos contará com três eixos de realização: formação e capacitação, inclusão e diversidade e mulheres na aviação. O objetivo dos idealizadores é promover a inclusão de mulheres, negros, pessoas de baixa renda e do público LGBTQIA+ no mercado de aviação. Ao todo, são 15 projetos em andamento, que integram os três subprogramas.

    Pouca representatividade feminina

    Atualmente, apenas 3,2% dos pilotos, 2,4% dos mecanismos de manutenção e pouco mais de 10% dos engenheiros que atuam na aviação são do sexo feminino. Segundo a Anac, o subprograma Mulheres na Aviação contará com iniciativas para inspirar mulheres — desde as mais jovens — a se interessarem pela carreira dentro do setor aéreo.

    “Ações como essa são ações que efetivamente mostram que é possível acelerar esse tempo (de equidade de gênero no setor), que é possível a gente construir em muito pouco tempo uma igualdade verdadeira entre homens e mulheres e respeitando toda diversidade”, comentou a secretária-executiva do Ministério das Mulheres, Maria Helena Guarezi.

    A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou, por sua vez, que o projeto é um passo importante para a possibilidade de que mais pessoas negras tenham acesso a viagens de avião. “Muitas pessoas negras deste país não têm oportunidade de andar de avião e, quando têm, muitas vezes têm medo. A gente sabe da importância de cada vez mais se falar sobre essa inclusão”, apontou.

    Bolsas de estudos

    Para o eixo de formação e capacitação, foram investidos R$ 7 milhões no ano passado e outros R$ 9 milhões serão injetados neste ano. “Os números ainda são modestos, mas para a Anac são relativamente altos e correspondem a quase 15% do nosso orçamento discricionário. Então, é para mostrar que, apesar de pequeno, o propósito é superimportante”, disse o diretor Tiago Pereira.

    Dentro do programa, a Agência Nacional de Aviação Civil informou que, em breve, irá aderir à bolsa-formação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), para ofertar vagas em cursos de educação profissional técnica de nível médio, formação de professores e cursos profissionalizantes na área da aviação.

    A Anac também começou a disponibilizar as suas instalações para que outras empresas do setor de aviação civil utilizem o espaço para promover o desenvolvimento do ensino profissional aeronáutico.

    Parceria acadêmica

    Além dos subprogramas que fazem parte da iniciativa, há parcerias com universidades e institutos federais espalhados pelo Brasil. Uma delas envolve a Universidade de Brasília (UnB), que é responsável pelo desenvolvimento do projeto de pesquisa “Mulheres na Aviação Civil: Estudos para uma regulação inclusiva”.

    Também há estudos na Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), que promove uma formação para 20 novos pilotos, sendo 50% destinados, preferencialmente, a mulheres. Em relação ao tema da acessibilidade, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) fechou um acordo com o MPor para avaliar as condições atuais dos aeroportos brasileiros para pessoas com deficiência.

    “Nós precisamos respeitar as pessoas. Não é possível que uma pessoa negra, uma pessoa com deficiência ou uma mulher tenha medo de viajar sozinha, tenha medo de pegar um avião. E é impossível — falo por experiência própria — que uma pessoa negra não entre tensa no aeroporto”, enfatizou o ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida.

    Já se comprometeram com o projeto a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a Aeroportos do Brasil (ABR), a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, a GE Aerospace, a Embraer, a Infraero Aeroportos, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), a International Aviations Women’s Association (IAWA), a Associação Latinoamericana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta) e a Airbus.

    Com informações do Correio Braziliense

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    Jeová Rodrigues

    Jornalista

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