
‘A partir da memória e da verdade é que se constrói a justiça’ diz Érika Kokay ao repudiar o PL da Anistia
Neste mês de abril, completa 61 anos de implantação do regime militar no país. Iniciado em 1964 o regime durou até 1985 e foi marcado por crises econômicas, torturas e desaparecimentos de presos políticos e de cidadãos que lutavam contra o regime e pela volta da democracia. Este ano, a data ganhou ainda mais repercussão em razão da discussão em torno do projeto de lei que está para ser pautado no Congresso Nacional e que visa anistiar os manifestantes do dia 8 de janeiro de 2023 que depredaram os prédios públicos da Praça dos Três Poderes em protesto contra a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) falou com o TaguaCei sobre o momento atual e disse que recordar as atrocidades cometidas durante o período do regime militar é resgatar a “memória” e a “justiça” em prol da defesa não só da democracia, como também dos direitos humanos.
“Nós estamos aqui para lembrar o Dia Internacional da Memória da Verdade porque precisamos resgatar a verdade neste país. Eles [o governo de Jair Bolsonaro] tentaram arrancar do povo brasileiro a sua própria história, tentaram arrancar a memória do que foram os anos de ditadura que eles quiseram reeditar, porque é bom lembrar que eles tentaram mais uma vez golpear o Brasil e tentaram mais uma vez arrancar do povo brasileiro a sua própria soberania, e com isso, tentaram com atentaram contra o presidente eleito deste país Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente eleito [Geraldo Alkimin] e também com o Ministro do Supremo [Alexandre de Moraes].

Para Érika Kokay, se posicionar diante das medidas tomadas tanto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus asseclas, é defender a “memória e verdade porque é a partir da memória e da verdade que se que constrói a justiça”. A deputada criticou ainda o regime militar de 1964 que, segundo ela, desapareceu com pessoas nos “porões da ditadura militar”.
“Centenas de pessoas [desaparecidas] e nós temos a obrigação de estarmos resgatando toda essa história para que nós possamos inclusive pedir perdão para os familiares. E é preciso que a gente resgate a memória para que a gente diga que: ditadura nunca mais!”, afirma Kokay.
PL da Anistia
O projeto de lei que visa anistiar os manifestantes que depredaram prédios públicos no ato do dia 8 de janeiro de 2023, não pode ser pautado na Câmara dos Deputados. É o que defende Érika Kokay. Segundo ela, não é possível assegurar anistia para “golpistas” e que, caso isso ocorra, seria um acinte contra a democracia, contra o povo brasileiro e o próprio Congresso Nacional e dos demais Poderes que tiveram seus prédios depredados por manifestantes favoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Anistia para golpistas é legitimar as tentativas de golpe, é legitimar o caminhão cheio de bombas se queria explodir em um aeroporto, é legitimar a tentativa de assassinato político que eles engendraram. é legitimar os horrores dos que acham que pode colocar suas botas literais e metafóricas nas nossas gargantas e impedir que nós falemos”, ressalta.
A deputada também enfatizou que um golpe de Estado não acontece do dia para noite, ele vai se estruturando aos poucos, vai sendo “engendrado”, até se consolidar de forma definitiva.
“Nós não podemos permitir que estes que louvaram a tortura, que louvaram a ditadura, que eles fiquem impunes porque o Brasil precisa fazer o luto da própria ditadura. Então, portanto, é sem anistia para golpista”, defende a deputada.
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