
Nem anistia nem obstrução: oposição sofre nova derrota na Câmara
Em mais um dia de atuação frustrada na Câmara, a oposição falhou em convencer o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar a urgência do projeto que anistia os envolvidos no 8 de Janeiro e que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), passou a fazer cobranças públicas a Motta para pautar o texto.
O presidente da Câmara, no entanto, não dá sinais de que vai ceder à pressão e também deixou claro que não deixará os deputados da oposição emparedá-lo a qualquer custo. No fim da tarde desta quarta-feira, parlamentares bolsonaristas organizaram uma coletiva de imprensa no Salão Verde, que, em tese, contaria com a presença de parentes dos presos no 8 de Janeiro. Quando Sóstenes Cavalcante chegou ao microfone, no entanto, disse que Motta havia proibido que os familiares falassem com a imprensa no local.
“Aqui, numa coletiva, eu jamais pensava que a gente teria algum tipo de censura. (…) Eu nunca esperava que na casa do povo, na hora de uma coletiva de imprensa que quem mais deveria ter protagonismo (não pode ser ouvido)”, disse o deputado a jornalistas.
Sem conseguir a permissão de Motta, a solução encontrada foi levar a imprensa para outro local da Câmara, onde mulheres e crianças posaram para fotos e gritaram palavras de ordem a favor da aprovação da anistia.
O líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), apresentou a Motta, nesta quarta-feira, um documento com supostos abusos e irregularidades nas prisões dos extremistas. Sem conseguir uma audiência com o presidente da Casa, o parlamentar o abordou no plenário, enquanto Motta presidia a sessão, para entregar a ele o documento e fazer fotos para publicar nas redes sociais.
“A Justiça não pode ser seletiva nem agir com dois pesos e duas medidas. Todos os cidadãos têm direito a um julgamento justo e ao devido processo legal. O que estamos vendo é uma criminalização política de manifestações populares, enquanto outros grupos que cometem atos similares recebem tratamentos diferentes”, declarou o parlamentar, que protocolou, ainda, um pedido de habeas corpus coletivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para rever as prisões dos golpistas.
Entre os pedidos feitos no documento, está a possibilidade de conceder aos demais réus do 8 de Janeiro o benefício dado pelo ministro Alexandre de Moraes à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que ficou famosa por pichar a Estátua da Justiça, no STF, com batom. No caso daqueles que já foram condenados e cumprem pena definitiva, o líder da oposição pediu a concessão de prisão domiciliar.
Pressão
Na sessão que aprovou o projeto de reciprocidade econômica, Sóstenes havia orientado sua bancada a obstruir a votação. Essa prerrogativa permite que os deputados não votem, o que pode atrapalhar ou atrasar o aval a medidas na Casa, já que o PL tem 92 parlamentares.
Durante a sessão, no entanto, o líder foi pressionado tanto pela bancada do agro quanto por governistas — estes acusaram o PL de atuar contra os interesses do país e do agronegócio — e voltou atrás: decidiu orientar sua bancada a votar a favor da aprovação do texto.
“Para homenagear o agronegócio do Brasil, na figura do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, mudamos a orientação para sim, porque não vamos boicotar quem mais produz, quem deveria ser respeitado por esse desgoverno, que não respeita o agronegócio brasileiro”, afirmou.
Com informações do Correio Braziliense
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