Durante a cúpula do Mercosul, o presidente criticou o negacionismo climático, classificando-o como uma “falácia exposta pela realidade que avança mais rápido do que o Acordo de Paris”
Durante discurso na Cúpula do Mercosul, nesta quinta-feira (3/7) em Buenos Aires, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o papel estratégico da América do Sul no enfrentamento das mudanças climáticas e na promoção da transição energética global. Segundo o presidente, o bloco regional deve assumir protagonismo diante dos desafios impostos pelo aquecimento global e se tornar referência em desenvolvimento sustentável.
“As consequências do aquecimento global já se fazem sentir no Cone Sul. Estiagens e enchentes vêm causando perdas humanas, destruição de infraestrutura e quebras de safra”, alertou Lula. Ele criticou o negacionismo climático, classificando-o como uma “falácia exposta pela realidade que avança mais rápido do que o Acordo de Paris”.
O presidente reforçou o compromisso do Brasil em reduzir entre 59% e 67% suas emissões de gases de efeito estufa até 2035, abrangendo todos os setores da economia. Ele também parabenizou Uruguai e Equador por apresentarem suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), e apontou a COP30, que será sediada em Belém (PA), como oportunidade histórica para a América do Sul apresentar soluções concretas ao mundo.
Mercosul Verde e indústria sustentável
Em sua fala, Lula anunciou o fortalecimento da iniciativa MERCOSUL Verde, voltada para o estímulo à agricultura sustentável e à padronização de critérios ambientais entre os países do bloco. “Nossa cooperação promoverá padrões comuns de sustentabilidade, mecanismos de rastreabilidade e inovações tecnológicas”, afirmou.
O presidente também destacou a necessidade de reindustrialização com responsabilidade ambiental. Para isso, propôs a criação de uma taxonomia sustentável no Mercosul — um conjunto de critérios comuns para definir investimentos verdes — como forma de atrair recursos e fomentar uma transição justa.
Segurança energética
Lula chamou atenção para o papel da América do Sul na nova geopolítica dos minerais críticos, citando o lítio, as terras raras, a grafita e o cobre como recursos estratégicos para a transição energética global. Ele relatou que a recente participação do Brasil na Cúpula do G7 reforçou a percepção de que o acesso a esses insumos se tornou uma questão de segurança energética.
“Nossa região já conta com matrizes energéticas mais limpas que outras partes do mundo e possui algumas das maiores reservas desses minerais”, afirmou. “A corrida já começou, e o Mercosul ampliado é nossa melhor plataforma para coordenar políticas e ampliar parcerias estratégicas.”
Lula também defendeu um novo ímpeto integracionista, com o fortalecimento do Mercosul como motor de transformação econômica e ambiental da América do Sul. “Temos tudo para ser o coração desse processo. A hora de agir é agora, com coragem, cooperação e responsabilidade com o planeta”, declarou.
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