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‘A Rainha da torre’: como o excesso do medo materno influencia as crianças

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Livro infantil relata a rotina de uma menina que resgata a mãe dos próprios medos e levanta o questionamento sobre os limites da superproteção

O livro ‘A rainha da Torre’ conta a emocionante história de uma menina que vive com a mãe e o pai e encara, de perto, os medos constantes da mãe. Sempre por perto, zelando e exercendo o máximo cuidado com a filha, a mãe prefere não sair de casa e vive aprisionada aos próprios medos. A menina vê na mãe uma rainha e na casa da família um castelo com altas torres. Não uma masmorra tenebrosa, mas um castelo cheio de amor. E de medo. 

Para evitar os perigos do mundo e os riscos da infância — como cair e se machucar — a mãe leva a menina a ficar em casa lendo os livros e praticando atividades seguras. A menina só brinca lá fora quando o pai a leva.

“Mamãe sente muito medo do mundo lá fora. Ela é como uma rainha presa em uma torre. E só eu sei como resgatá-la” 

A obra de Kari de la Vega e Fátima Ordinola, lançada em 2025 no Brasil pela Companhia das Letrinhas, levanta a reflexão sobre como o medo extremo dos pais — e neste caso em especial da mãe — pode impactar no desenvolvimento das crianças.

Quando o medo se torna um obstáculo para o desenvolvimento das crianças 

Juliana Gebrim, psicóloga clínica e neuropsicóloga pelo Instituto de Psicologia Aplicada e Formação de Portugal (IPAF) comenta que a infância é a fase de explorar e se arriscar de forma saudável. A privação dessas experiências em função da insegurança dos pais pode gerar impactos a longo prazo. 

“Quando a criança é privada dessas experiências por medo dos pais, ela pode crescer mais insegura, com dificuldade de lidar com frustrações e até com baixa autoconfiança para enfrentar desafios. É claro que todo pai ou mãe sente medo, mas quando esse medo paralisa a rotina, deixa de ser proteção e passa a ser um obstáculo. A criança aprende, pelo exemplo, que o mundo é perigoso demais, e isso pode gerar ansiedade, retraimento social e dificuldade de autonomia”, explica a psicóloga. 

Seguindo esse entendimento, Leninha Wagner, PhD em neurociências, doutora em psicologia e mestre em psicanálise avalia que o brincar na infância é fundamental para garantir o crescimento saudável física e emocionalmente para as crianças e a ausência dessa atividade.

“Quando uma mãe vive dominada pelo medo, a criança aprende a ver o mundo como uma ameaça constante. O que deveria ser espaço de descoberta vira território proibido. O brincar, que é a forma mais natural de a infância se expressar, passa a ser censurado — e isso tem um peso enorme no desenvolvimento. Para criança brincar é um treino para o cérebro: fortalece coordenação, criatividade, linguagem, autonomia e até funções cognitivas ligadas à atenção e ao planejamento. Além do mais, brincar é elaborar emoções, enfrentar medos e ensaiar pequenos rituais de independência. Sem isso, a criança cresce insegura, ansiosa, sem confiança em si mesma e no mundo”, avalia a especialista.

As duas psicólogas alertam que os pais precisam questionar certos posicionamentos para não prejudicar o desenvolvimento dos filhos e, se identificarem que os medos paralisam, vale procurar atendimento especializado. 

“O cuidado vira problema quando se transforma em prisão. Muitas vezes, esse medo não nasce no presente, mas é um medo herdado, transmitido de forma invisível de geração em geração. A psicoterapia ajuda a interromper esse ciclo: a mãe elabora suas ansiedades, devolve liberdade ao filho e ambos conquistam novos espaços de vida.?Procurar tratamento não é admitir fraqueza, mas sim dar um passo de coragem”, aponta Leninha Wagner. 

Juliana Gebrim também avalia que deve-se observar as atividades da crianças e caso se identifique comportamentos de isolamento é preciso reprogramar a abordagem. “Esse comportamento se torna um problema quando a família percebe que as atividades normais da infância estão sendo constantemente evitadas e substituídas pelo isolamento. Nesses casos, é importante buscar ajuda psicológica para que a mãe (ou o pai) trabalhe suas próprias ansiedades e permita que a criança viva experiências fundamentais para o seu desenvolvimento saudável”, alerta. 

Com informações do Correio Braziliense  

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