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Correios suspendem negociação de empréstimo após veto do Tesouro

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Operação vinha sendo discutida com o Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra, que ofereceram o empréstimo com taxa de juros que podia chegar a 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário)

O Tesouro Nacional comunicou nesta terça-feira (2/12) que não autorizará o empréstimo de R$ 20 bilhões com taxas de juros superiores a 120% pleiteado pelos Correios. Com isso, a cúpula da empresa anunciou a suspensão das negociações com o consórcio formado por cinco instituições financeiras. A estatal afirmou que vai continuar em busca de uma solução para a crise financeira.

A operação vinha sendo discutida com o Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra, que ofereceram o empréstimo com taxa de juros que podia chegar a 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que é um título emitido por bancos para emprestar dinheiro entre si, com prazo de um dia útil. Imediatamente, o governo reagiu, por considerar o valor muito acima do convencional, principalmente pelo fato de se tratar de uma operação com garantias públicas.

Os Correios acumulam um prejuízo de R$ 6,05 bilhões apenas entre janeiro e setembro deste ano, e entre os principais motivos estão a queda de receitas e aumento das despesas operacionais. Por nota, os Correios informaram que pretendem continuar em busca de alternativas para quitar suas dívidas e pagar fornecedores. “A diretoria-executiva segue trabalhando, em conjunto com os Ministérios, na avaliação de alternativas que reforcem a liquidez imediata dos Correios, assegurando o andamento das iniciativas necessárias para a recuperação financeira da estatal”, diz um dos trechos da nota.

Em outro trecho, o texto confirma que o Tesouro Nacional “não permitiu contratações com juros acima do limite defendido para as operações com garantia da União”. Técnicos da equipe econômica já admitem que o rombo contábil dos Correios poderá obrigar uma revisão da meta de resultado das estatais em 2026, reduzindo o espaço para investimentos públicos no ano eleitoral. Pressionado pelos números negativos, o então presidente dos Correios, Fabiano Silva, pediu demissão em julho deste ano. Em seu lugar assumiu Emmanoel Schmidt Rondon, executivo de carreira do Banco do Brasil, que passou a conduzir diretamente as negociações com o Ministério da Fazenda e o setor bancário desde setembro.

Originalmente publicado em Correio Braziliense

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