Aliança reúne órgãos públicos e empresas privadas em mais de 20 ações coordenadas para prevenir golpes, investigar crimes e proteger consumidores no ambiente digital
O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançará nesta quarta-feira (3/12) o Plano de Ação Conjunto para o Combate a Fraudes Bancárias Digitais, um esforço que integra órgãos públicos e entidades do setor financeiro para reforçar a resposta do país diante do avanço de golpes e crimes digitais.
Criada em fevereiro de 2025, a Aliança reúne governo e setor privado em mais de 20 ações coordenadas para enfrentar fraudes em todas as etapas, da prevenção e educação do consumidor à detecção, investigação e recuperação de ativos. As iniciativas foram definidas após um processo conjunto de avaliação e devem orientar as ações pelos próximos 60 meses.
O plano se apoia em seis pilares: aprimoramento dos processos de prevenção de golpes, intensificação da repressão, compartilhamento de dados, capacitação de agentes públicos e privados, atendimento às vítimas e conscientização da população.
As entidades ressaltam que, com o avanço das transações digitais, que já superam as operações presenciais no país, o Brasil também se tornou um dos países com maior número de tentativas de fraude, atrás apenas da China.
“Esta Aliança é essencial porque demonstra algo que o crime não terá, que é a capacidade de integrar setores distintos, público e privado, com agendas próprias, em torno de um objetivo comum”, destacou Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
“Assim, mostramos ao Brasil que, para combater a criminalidade digital, podemos romper barreiras históricas e criar soluções coletivas para enfrentar um dos desafios mais graves e complexos, que são os golpes, as fraudes e os ataques cibernéticos nas transações financeiras”, acrescentou.
Para as lideranças do setor financeiro, a coordenação entre bancos, empresas de tecnologia e órgãos públicos é essencial para elevar o padrão de segurança das operações. “A colaboração entre governo e diversas áreas do setor privado é fundamental para elevar o padrão de segurança do ambiente digital”, enfatizou Eduardo Lopes, presidente da Zetta.
“A Aliança parte da prerrogativa de unir informação, capacitação e processos. Queremos garantir que o ambiente de inovação nas operações e transferências financeiras continue avançando com total confiabilidade e segurança para a população”, emendou.
A iniciativa reúne, pelo lado do governo, o Ministério da Justiça, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Receita Federal, o Banco Central, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Polícia Federal, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e o Conselho Nacional de Chefes de Polícia (CONCPC).
O evento contará com a presença do ministro Ricardo Lewandowski e de representantes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), da Febraban e da Zetta, organizações que integram a chamada Aliança de Combate a Fraudes Digitais Bancárias.
Originalmente publicado em Correio Braziliense
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