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Livros vetados pelo governo Bolsonaro podem ser doados à Secretaria de Cultura do DF

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O relatório da Fundação Cultural Palmares sobre seu acervo indica uma cruzada contra autores marxistas e socialistas e uma censura a livros com cunho sexual. Relatório produzido pela equipe do atual presidente, Sérgio Camargo, cita como totalmente desvinculado da missão institucional do órgão livros como Pedagogia da educação sexual, de Claude Lejeune.

A obra trata de formas de ensinar com naturalidade às crianças as diferenças dos órgãos sexuais. A Palmares inclui na lista de vetos livros apontados como “pornografia infanto-juvenil”, como Porcos com asas, de M. L. Raradice e L. Ravera, que fala de masturbação, ou Ciranda dos libertinos, de Marquês de Sade, com pedofilia, coprofilia (associação de fezes ao interesse sexual) e violência. Tem também obras de autores como Karl Marx, Lenin, Celso Furtado, Antônio Gramsci, Simone de Beauvoir e Eric Hobsbawn.

O secretário de Cultura e Economia Popular do DF, Bartolomeu Rodrigues, quer o acervo. Seu desejo é levar para a Biblioteca Nacional, o que foi explicitado em ofício encaminhado nesta terça-feira ao ministro do Turismo, Gilson Machado. Até ontem à noite, não havia resposta ao pedido.

O secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, disse que já reservou uma área com capacidade para receber até 10 mil exemplares. “Temos equipamentos de higienização, conservação, reparos, o que precisar. É só mandar”, garante Bartô. Segundo ele, há no acervo dispensado pela Fundação Cultural Palmares raridades como Dicionário do folclore brasileiro, do historiador Câmara Cascudo.

O livro reúne verbetes sobre as superstições, crendices, mitos, danças, lendas, práticas mágicas brasileiras. Relatório da Palmares apontou que há no acervo bibliográfico do órgão 9.565 títulos, sendo 1.530 folhetos, folders e catálogos (16%); 8.035 livros (84%). Desse total, 54% são alheios à temática negra e do foco institucional do órgão — o que corresponde a 5.165 títulos — portanto, deverão ser descartados. Bartô espera levar tudo para a Biblioteca Nacional.

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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