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Maior quadrilha de tráfico de cogumelos alucinógenos do país é alvo da polícia no DF

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Investigados usavam redes sociais, empresas de fachada e contratos com Correios para movimentar entorpecentes

Uma organização criminosa responsável pela produção e distribuição em larga escala de cogumelos alucinógenos à base de psilocibina virou alvo de investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A operação batizada Psicose foi realizada nesta quinta-feira (4/9), contra o grupo, que também atuava em crimes ambientais, contra a saúde pública e em lavagem de dinheiro. Eles movimentaram pelo menos 1,5 tonelada de drogas em mais de 3,7 mil remessas feitas pelos Correios. Investigados podem ser condenados a até 53 anos de prisão.

De acordo com a Coordenação de Repressão às Drogas (CORD), as investigações começaram após monitoramento de perfis em redes sociais e sites especializados. A quadrilha atraia consumidores, que eram encaminhados a páginas próprias e a grupos de conversa, onde concretizavam as vendas. O envio dos entorpecentes era feito via dropshipping, modelo de comércio eletrônico onde o vendedor não mantém estoque físico, o que dificulta a fiscalização.

A rede criminosa possuía bases no Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná, onde criou empresas de fachada para disfarçar a produção e comercialização da droga. Quando a remessa não estava disponível em um ponto, era enviada por outro fornecedor, o que garantia a continuidade do esquema criminoso. Além disso, o grupo fornecia grandes quantidades para traficantes de psilocibina de todo o país.

Com intuito de mascarar a origem do dinheiro ilícito, os investigados utilizavam empresas registradas formalmente em setores como o alimentício, ligadas a familiares. A estrutura contava com forte apelo de marketing digital, incluindo sites com design profissional e impulsionamento pago em redes sociais.

De acordo com a polícia, os criminosos investiam em influenciadores digitais, DJs e até estandes em eventos, onde promovia as drogas como se fossem produtos convencionais. Nas propagandas, os investigados alegavam supostos benefícios à saúde do consumo da psilocibina, dando aparência científica e de normalidade ao uso do psicotrópico.

A produção era feita em grande escala, especialmente no Paraná, com galpões industriais e dezenas de colaboradores que trabalhavam em uma estrutura profissionalizada. A droga, cada vez mais usada em festivais de música eletrônica, substituia entorpecentes sintéticos, o que motivou a quadrilha a focar no público jovem.

Para ampliar o alcance, os criminosos mantinham contratos com os Correios e empresas de logística, espalhando as remessas a partir de diferentes cidades. Além das 3.718 entregas registradas, a psilocibina também chegava aos consumidores por outras formas de transporte.

Durante as investigações, foi possível descobrir que o grupo financiava reportagens favoráveis ao consumo em veículos de grande alcance e contava com colaboração de agentes públicos para blindar as atividades ilegais.

A operação contou com o apoio do COAF, Receita Federal e Correios, que ajudaram a identificar os pontos de produção e os envolvidos. A Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, bens, perfis em redes sociais e sites usados pelo esquema. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão em oito estados: Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Pará, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Os acusados responderão por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, associação criminosa, crimes ambientais, publicidade enganosa, curandeirismo e outros delitos previstos em diferentes legislações. Caso sejam condenados podem pegar 53 anos de prisão.

Com informações do Correio Braziliense

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