Especialista em doenças cerebrovasculares, o médico Victor Hugo Espíndola explica sobre a prevenção do AVC, quadro com alto índice de mortes
Considerado uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo, o acidente vascular cerebral (AVC) pode ser prevenido, o que é uma “boa notícia”, conforme declara o neurocirurgião vascular Victor Hugo Espíndola. Segundo o médico, uma “evidência consistente” é que mais de 80% dos casos estão relacionados a fatores modificáveis, ou seja, dependem diretamente do estilo de vida e do controle adequado de doenças crônicas.
Classificado como grave, o quadro de AVC ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma área do cérebro é interrompido, ocasionando danos nas células do órgão e centro do sistema nervoso. O especialista em doenças cerebrovasculares salienta sobre a prevenção da condição “começar muito antes de qualquer sintoma”. “Baseia-se em três pilares fundamentais: mudança de hábitos de vida, acompanhamento médico regular e cuidado multidisciplinar estruturado.”




Três pilares para prevenir o AVC
1. Mudança de hábitos de vidaPlay Video
De acordo com o médico, os principais fatores de risco para o AVC estão “ligados ao dia a dia”. Ele explica que adotar hábitos saudáveis — como atividade física com regularidade, alimentação equilibrada, controle do estresse, sono de qualidade e abandono do tabagismo — reduz de “forma expressiva” o risco da condição. Ele defende que essas recomendações tendem a funcionar, muitas vezes, “mais do que qualquer medicamento usado de modo isolado.”
2. Acompanhamento médico regular
Na avaliação do neurocirurgião vascular, deve-se “identificar os riscos antes do evento”. “Muitas pessoas acreditam que só precisam procurar um médico quando surgem sintomas. No entanto, o AVC costuma ser silencioso até acontecer“, alega.

Victor Hugo menciona que o acompanhamento especializado regular permite diagnosticar precocemente hipertensão, diabetes e dislipidemia, que são fatores de risco para o acidente vascular cerebral. Ele cita também o ajuste de medicações de forma individualizada, a solicitação de exames periódicos para monitorar artérias, coração e metabolismo e a avaliação do risco global de AVC ao longo do tempo. “Prevenção eficaz exige monitoramente contínuo, não ações pontuais”, frisa.
3. Abordagem multidisciplinar
“Adotar novos hábitos de vida não é simples. A maioria das pessoas não consegue manter mudanças sustentáveis sozinha a longo prazo”, argumenta o especialista em doenças cerebrovasculares. Diante dessa questão, ele endossa que “os melhores resultados vêm de um acompanhamento multidisciplinar, coordenado por um médico”. Esse método engloba orientação especializada, nutrição, atividade física supervisionada, enfermagem e apoio psicológico, quando necessário.
À coluna, o neurocirurgião ressalta sobre esse modelo pode “aumentar significativamente a adesão, a consistência das mudanças e, consequentemente, a eficácia real na prevenção do AVC”. Victor Hugo Espíndola menciona que quanto mais cedo a prevenção começar, maiores serão os benefícios ao longo da vida.

Com informações do Metrópoles
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