Em entrevista ao CB.Saúde, o cardiologista Ricardo Corso explica o diferencial de sua técnica para correção da aorta
Nesta quinta-feira (4/9) , o CB.Saúde — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — recebeu o cardiologista e professor da Unieuro, Ricardo Corso, para explicar técnica inovadora de cirurgia que desenvolveu para correção da aorta. O profissional afirmou as jornalistas Sibele Negromonte e Adriana Bernardes que a novidade pode reduzir riscos aos pacientes.
Para a correção das doenças complexas do arco aórtico são necessárias conexões de tubos plásticos, as chamadas próteses vasculares, que são utilizadas para substituir a porção doente da aorta e seus ramos. A cirurgia é realizada com o coração parado, por meio de circulação extracorpórea — tubos conectados ao paciente e um aparelho que realiza o bombeamento e oxigenação do sangue. Esse processo, quando realizado pelas técnicas tradicionais, utiliza de até oito anastomoses — ligações entre estruturas tubulares — para circulação do sangue nas próteses artificiais.
Corso explica o diferencial de seu método: “A nova técnica exige apenas duas anastomoses, o que tem mostrado uma redução de 30 a 40% do tempo de utilização e da necessidade da circulação extracorpórea para procedimentos do arco aórtico em comparação às outras técnicas alternativas que se utilizava até agora. A circulação extracorpórea apesar de essencial, pode trazer consequências — quanto maior o tempo de uso, maior os riscos. Depois de duas horas de utilização, os prejuízos são crescentes, como problemas de coagulação, inflamação, que pode causar pressão baixa, dificuldade de fluxo para o cérebro, tecidos, rins, entre outros. Então a inovação diminui esses riscos, visto que o procedimento é mais rápido”.
Segundo o especialista, é preciso se atentar aos sinais, para não ter um diagnóstico tardio. “Aquele paciente que estava muito bem e subitamente tem um quadro de dor no tórax, em qualquer localização deve procurar ajuda. É um alerta importante à população, porque as doenças cardiovasculares e cardíacas podem ter manifestação de dor em várias localizações, no meio do peito, e pode ter a chamada irradiação. Irradiação é aquela dor que ela se inicia em um local, mas caminha para outra região, como ombro esquerdo, braço esquerdo, mandíbula, pescoço, braço direito, estômago, costas. Então, no contexto de dor, de início súbito, a recomendação é que sempre o paciente procure o atendimento o quanto antes”, afirmou.
* Estagiária sob supervisão de Nahima Maciel
Com informações do Correio Braziliense
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