Apesar de convocação nacional para paralisação nesta quinta-feira, a adesão da categoria foi mínima e não houve bloqueios, numa demonstração da fragilidade do movimento e da falta de união interna
Uma paralisação nacional dos caminhoneiros marcada para esta quinta-feira (4/12) fracassou. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), nenhuma rodovia do país teve bloqueios nesta manhã. O trânsito segue normalmente, sem informações de interrupções. A paralisação havia sido convocada por lideranças dissidentes, mas encontrou resistência dentro do próprio setor, que questiona a falta de pauta clara e teme uso político do protesto.
Organizações de caminhoneiros haviam anunciado uma paralisação nacional a partir de 4 de dezembro, com expectativa de adesão nas cinco regiões do país, especialmente no Sudeste e no estado de São Paulo. Play Video
A tentativa de mobilização ocorreu por meio de vídeos nas redes sociais, entre eles de Sebastião Coelho (desembargador aposentado), que havia participado de articulações de protestos anteriores e convocou os caminhoneiros para a paralisação desta semana.
No entanto, entidades representativas do transporte rodoviário, como Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e a Associação Comercial dos Transportadores Autônomos (ACTA), negaram que houvesse convocação oficial para a greve. As organizações classificaram os rumores como “precipitadamente politizados”.
Nos próprios comentários do vídeo publicado por Coelho, caminhoneiros disseram que faltou clareza sobre a pauta e o que realmente se exigia com a paralisação. As críticas dentro da própria categoria apontavam ainda a possibilidade de uso do movimento para fins político-partidários. Um dos comentários questionava: “Qual a pauta que vamos defender? Melhorias para nós? Se for para manobras políticas, é uma falta de consideração gigante com os caminhoneiros”.
Com poucas adesões e sem apoio institucional, o movimento não gerou bloqueios, como confirmam as rodovias livres e a ausência de registro de mobilizações pela PRF.
Com informações do Correio Braziliense
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