Casa Economia Galípolo fala em convergência lenta da inflação e reforça cautela
Economia

Galípolo fala em convergência lenta da inflação e reforça cautela

Compartilhar
Compartilhar

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, volta a afirmar que busca o centro da meta, de 3%, e ressalta que aumento de preços em 2025 ainda está disseminado na economia

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, voltou a demonstrar cautela na condução da política monetária devido à retomada das pressões inflacionárias, apesar da queda recente nas expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. Segundo ele, os diretores da autarquia ainda trabalham com projeções de inflação superior a 3%, o centro da meta, até 2028 pelo menos, como também acredita a maioria dos agentes do mercado financeiro, de acordo com o relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (6/10).

Galípolo explicou que a inflação ainda está disseminada na economia. Dados citados pelo chefe da autoridade monetária mostram que, em abril de 2025, 78% dos produtos que integram o IPCA estavam acima da meta de 3% nos últimos 12 meses. Além disso, 57% de todos os itens lidavam com uma inflação acumulada superior a 6%, ou seja, o dobro da meta prevista. 

“Então, fica difícil a gente dizer que era uma inflação pontual, aquelas inflações que falam de um choque de oferta em algum tema. A dispersão que a gente tem da inflação parece bastante evidente, com o que a gente chegou em abril”, disse o presidente do BC, nesta segunda-feira (6/10), em um debate promovido pela Fundação Fernando Henrique Cardoso (FFHC).

O presidente da instituição ainda voltou a insistir que a meta definida para o ano é de 3% e é a que deve ser perseguida pelo governo federal. O limite superior da meta, de 4,5%, serve para absorver choques de preço, como destacou Galípolo.

“Vemos um cenário de redução dessa dispersão da inflação bastante concentrada, ainda, em bens, o que dialoga com o processo de reversão da desvalorização do real, mas a gente ainda enxerga uma inflação de serviços num patamar que está incompatível com o atendimento da meta”, acrescentou. 

Atualmente, com os dados do último mês de agosto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 5,1%, superior, inclusive, ao teto da meta. A estimativa do mercado financeiro, segundo o boletim Focus, divulgado pelo BC nesta segunda-feira, é de uma inflação oficial na casa dos 4,8% no fim do ano. 

Galípolo ainda comentou sobre as críticas que recebe pelo atual patamar da taxa básica da economia (Selic), de 15% ao ano, e reconheceu que, tanto a taxa nominal quanto a real (descontada a inflação), estão bastante elevadas. Contudo, ele disse que acredita que esse esforço deve surtir efeito para reduzir as pressões inflacionárias em um período ainda incerto, que, na avaliação dele, “ainda deve durar um bom tempo”. 

“A gente vem reiterando que enxerga esse processo de convergência lenta para a meta, e também que a gente vislumbra uma manutenção da taxa de juros em um patamar restritivo por um período bastante prolongado”, complementou Galípolo.

*Com informações do Correio braziliense

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Artigos Relacionados

Petróleo sobe 28% na semana

Tensão em Ormuz faz preço do barril tipo Brent, utilizado como referência...

Lula diz que Brasil tem ‘segurança jurídica’ para investimentos

Presidente participou da inauguração do hub da empresa aérea Gol, no aeroporto...

Fazenda dá primeiro passo para regulamentação do mercado de carbono

Secretaria do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda anuncia entidades selecionadas...

Indústria cresce 1,8% em janeiro, maior alta desde junho de 2024

A produção industrial brasileira registrou crescimento de 1,8% em janeiro de 2026...