Casa Política Bolsonaro Em delação, Mauro Cid confirma atuação do gabinete do ódio e detalha o funcionamento de milícias digitais
BolsonaroCrimeDireitos HumanosJustiçaVIOLÊNCIA

Em delação, Mauro Cid confirma atuação do gabinete do ódio e detalha o funcionamento de milícias digitais

Compartilhar
Compartilhar

Novas informações do tenente-coronel complicam ainda mais a situação de Jair Bolsonaro

Mauro Cid (à esq.) e Jair Bolsonaro
Mauro Cid (à esq.) e Jair Bolsonaro (Foto: Reuters)

Em delação, Mauro Cid confirma atuação do gabinete do ódio e detalha o funcionamento de milícias digitais

O tenente-coronel Mauro Cid detalhou a investigadores o funcionamento do chamado “gabinete do ódio”, grupo de assessores de Jair Bolsonaro (PL), com o objetivo de espalhar notícias falsas contra opositores do bolsonarismo. Ao comentar sobre o militar, o subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos confirmou que tem “anexo sobre golpe, joias, vacina, gabinete do ódio, milícias digitais”. A entrevista, publicada neste domingo (5), foi concedida à revista Veja. Policiais federais encaminharam ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório sobre a atuação das milícias digitais bolsonaristas e uma espécie de passo-a-passo para os ataques.

Com a delação de Mauro Cid, investigadores querem ter mais detalhes das ilegalidades cometidas por Bolsonaro durante o seu governo. O militar foi ajudante de ordens do ex-chefe do Executivo federal. O tenente disse que o ex-mandatário tentou esconder alvos de investigação sobre tentativas de golpe.

Neste ano (2023), Mauro Cid afirmou que Bolsonaro consultou militares sobre formas de se aplicar um golpe de Estado no Brasil. No celular do tenente, investigadores encontraram uma minuta para um golpe de Estado no País com a decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e que previa estado de sítio “dentro das quatro linhas” da Constituição.

O coronel foi preso em maio deste ano por causa de fraudes em cartões de vacinação de Bolsonaro. Em setembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes aprovou o acordo para o tenente delatar.

O militar vai dar mais detalhes das ilegalidades de Bolsonaro no inquérito das joias. Por lei, presentes recebidos por governos de outros países não podem ser incorporados a patrimônio pessoal, e devem pertencer ao Estado brasileiro.

Com informações do Brasil 247

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar
Compartilhado por
Jeová Rodrigues

Jornalista

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Artigos Relacionados

Dinheiro, jatinhos e ameaças de morte:

os bastidores da prisão de Daniel Vorcaro parecem roteiro de filme de...

Escândalo sem precedentes! A tentativa de incriminar o ministro Alexandre de Moraes

através de supostas mensagens vazadas está desmoronando e a verdade é muito...

ATENÇÃO! Revelações bombásticas na CPMI colocam o governo de Minas e o Banco Central contra a parede.

Enquanto se discute o impeachment de ministros, surgem provas de que o...