Após a Netflix confirmar a compra da Warner Bros. Discovery, diretores da empresa foram a público para explicar o que muda a partir de 2027
Uma série de promessas foram feitas pelos executivos da Netflix após o serviço de streaming anunciar, nesta sexta-feira (5/12), a compra da Warner Bros. Discovery, dona de um dos maiores estúdios da indústria do cinema e da TV. O valor negociado, segundo sites especializados, ultrapassaria R$ 800 bilhões (US$ 155 bilhões).
Entre elas, estaria a garantia de que a compradora não vai interferir na exibição de filmes nas salas de cinema ao redor do mundo.

Afinal, o diretor-exxecutivo da empresa, Ted Sarandos, já defendeu mais uma vez o argumento que ver filmes fora de casa estaria “datado” e que não seria o que a audiência quer, conforme ressalta publicação da Variey
A empresa, no entanto, garante que os lançamentos do estúdio não serão afetados. “A Netflix espera manter as operações atuais da Warner Bros. e aproveitar seus pontos fortes, incluindo lançamentos de filmes nos cinemas”, declarou em nota oficial à imprensa.
Entre as possíveis vantagens do negócio aos fãs, é de que franquias e filmes clássicos da história do cinema e da TV, em breve, seriam adicionados ao catálogo do streaming. A empresa ainda sugeriu a possibilidade de que produções próprias pudessem ser feitas nas várias franquias compartilhadas entre os estúdios, como Stranger Things e Guerreiras do K-Pop, ou O Senhor dos Anéis e Game of Thrones.
Quanto ao que esse cenário afetaria a HBO ou a HBO Max, concorrentes diretas da Netflix, o CEO Greg Peters ressaltou à imprensa norte-americana que os diretores do streaming acreditam que “é cedo para entrar em pontos específicos de como vamos arranjar as ofertas aos consumidores”.
Cineastas se revoltam
Esta possibilidade foi um grande alarde dentro da indústria do audiovisual. Duas das mais importantes organizações dos Estados Unidos, a Writers Guild of America (WGA) e a Directors Guild of America (DGA), deram declarações contrárias horas após o anúncio da aquisição.
“O resultado (desta compra) vai eliminar empregos, diminuir pagamentos, piorar as condições para todos os trabalhadores do entretenimento, aumentar os preços para os consumidores e reduzir o volume e diversidade de conteúdo para todos os espectadores”, declarou a DGA em comunicado oficial.
A reação negativa refletiu inclusive no mercado financeiro. Horas após o anúncio, as ações da Netflix negociadas na Nasdaq — bolsa que concentra companhias de tecnologia — caíram quase 3%.
“Essa fusão deve ser bloqueada. A maior empresa de streaming do mundo absorvendo uma de suas principais concorrentes é exatamente o tipo de situação que as leis antitruste buscam impedir”, acrescenta a entidade de roteiristas.
Com informações do Metrópoles
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