Casa Mundo Irã nega “confronto” e fala em “ato de agressão não provocado”
Mundo

Irã nega “confronto” e fala em “ato de agressão não provocado”

Compartilhar
Compartilhar

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país respondeu à declaração do secretário-geral da ONU, que pediu pelo fim do “confronto”

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou nesta sábado (7/3) que o Oriente Médio não vive um “confronto“, mas que o país está reagindo a um “ato de agressão não provocado” dos Estados Unidos e Israel.

De acordo com Baqaei, em postagem nas redes sociais, o país está reagindo a a “ato não provocado por dois regimes com armas nucleares”.

“Isto não é “uma luta”; trata-se de um “ato de agressão não provocado” lançado por dois regimes com armas nucleares contra o Irã. Estávamos em “negociações diplomáticas sérias” enquanto os EUA/Israel atacavam o Irã, pela segunda vez nos últimos 9 meses”, escreveu o porta-voz.

A declaração foi feita em resposta ao secretário-geral das Nações Unidas, Antônio Guterres. Em uma postagem nas redes sociais, Guterres pediu pelo fim dos “ataques ilegais” na região e declarou que as hostilidades representam um “grave risco para a economia global”.

“Todos os ataques ilegais no Oriente Médio e em outras regiões estão causando enorme sofrimento e danos aos civis em toda a região – e representam um grave risco para a economia global, particularmente para as pessoas mais vulneráveis. Chegou a hora de parar com os confrontos e iniciar negociações diplomáticas sérias. A situação não poderia ser mais grave”, escreveu Guterres.

Hostilidades no Oriente Médio

Chega a sete dias, neste sábado (7/3) a escalada das hostilidades no Oriente Médio, depois que Estados Unidos e Irã realizaram um ataque coordenado contra o Irã na região.

A ação culminou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Em retaliação, o regime teocrático do Irã atacou outros países aliados aos Estados Unidos na região, elevando a situação à um conflito regional com mais de 10 países atingidos diretamente e milhares de vítimas.

Militares dos Estados Unidos afirmam que mais de 3 mil alvos iranianos foram atacados, incluindo 43 navios, que teriam sido completamente destruídos ou parcialmente danificados. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6/3).

O que disse o Ministério das Relações Exteriores do Irã

Prezado Senhor Secretário-Geral,

Vamos chamar as coisas pelos seus nomes. Isto não é “uma luta”; trata-se de um “ato de agressão não provocado” lançado por dois regimes com armas nucleares contra o Irã.

Estávamos em “negociações diplomáticas sérias” enquanto os EUA/Israel atacavam o Irã, pela segunda vez nos últimos 9 meses.

Você está preocupado com o “grave risco para a economia global”; e quanto aos civis inocentes, incluindo os 175 anjinhos massacrados na cidade de Minab, e muitos outros mortos e mutilados em todo o Irã durante os últimos 7 dias de atos criminosos americanos/israelenses?!

A ONU deve ser franca e assumir suas responsabilidades legais e morais em relação a esta guerra ilegal contra o Irã.

Com informações do Metrópoles

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Artigos Relacionados

Petróleo sobe 28% na semana

Tensão em Ormuz faz preço do barril tipo Brent, utilizado como referência...

Presidente do Irã suspende ataques a países vizinhos e pede desculpas

Masoud Pezeshkian disse que emitiu ordens para Forças Armadas só atacar caso...

Entenda o que muda no Brasil após acordo UE-Mercosul passar a valer

Acordo entre UE e Mercosul abre caminho para redução de tarifas e...

EUA busca petróleo da Venezuela enquanto guerra no Irã ameaça setor

Em meio às incertezas provocadas pela guerra no Irã, Venezuela firmou contratos...