Dezesseis pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas quando o vagão superior do icônico funicular amarelo da Glória colidiu com um prédio na quarta-feira (3/9).
Autoridades portuguesas que investigam o acidente fatal ocorrido com o famoso elevador da Glória, em Lisboa, confirmaram em relatório publicado neste sábado (6/9) que um cabo do veículo se rompeu momentos antes da tragédia.
“Após examinar os destroços no local, foi imediatamente determinado que o cabo que conectava os dois vagões havia rompido”, afirmou um comunicado do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF).
O guarda-freio tentou acionar os freios de emergência, mas não conseguiu evitar o descarrilamento, acrescentam os investigadores.
Dezesseis pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas quando o vagão superior do icônico funicular amarelo da Glória colidiu com um prédio na quarta-feira (3/9).
Cinco dos mortos eram portugueses, além de três britânicos, dois sul-coreanos, dois canadenses, um americano, um ucraniano, um suíço e um francês, informou a polícia.
O funicular de 140 anos foi projetado para subir e descer as encostas íngremes de Lisboa e é um importante meio de transporte para os moradores da cidade – e uma atração turística popular.
Embora o guarda-freios tenha acionado os freios pneumáticos e um freio manual quando o cabo se soltou, não está claro se outro freio automático foi acionado como deveria, afirma o relatório.
O relatório afirma que o vagão viajava a cerca de 60 km/h quando atingiu o prédio.
O comunicado de sete páginas também afirma que o cabo contava apenas 337 dias de sua vida útil prevista de 600 dias.
Ainda não está claro quantas vítimas viajavam no vagão – que tem capacidade para cerca de 40 passageiros – e quantas estavam na rua, afirma o documento.
Seis dos feridos foram internados em unidades de terapia intensiva, enquanto três sofreram ferimentos leves.
Os investigadores enfatizam que não chegaram a “conclusões válidas” sobre a causa do acidente e apresentarão um relatório preliminar completo em 45 dias.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, descreveu o incidente como “uma das maiores tragédias do nosso passado recente”.

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