Empresas investem em tecnologia de IA para otimizar processos ao longo da cadeia produtiva e melhorar atendimento ao cliente.
São Paulo (SP) — Desde a primeira vontade do consumidor em adquirir um veículo até o pós-venda, a tecnologia demonstra estar atenta às novas exigências de um público que quer cada vez mais praticidade e assertividade. O uso da inteligência artificial (IA) promete suprir essa demanda, ao mesmo tempo em que enfrenta um desafio: personalizar o atendimento.
“Estamos diante de uma mudança de paradigma. A IA deixou de ser uma promessa para se tornar uma ferramenta concreta. As concessionárias que souberem explorar seu potencial estarão mais preparadas”, avaliou o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Arcélio Júnior, durante o 33º Congresso anual da entidade, realizado em São Paulo nos dias 27 e 28 de agosto.
Nesse cenário, as marcas expandem o portfólio para tentar sair na frente em tecnologia e atração de clientes. A Webmotors anunciou um novo buscador com IA capaz de assimilar comandos em linguagem natural. Como exemplo, se o comprador buscar por frases como “quero um SUV com teto solar e até 40 mil quilômetros rodados”, o sistema já compreende.
“O que a gente percebe é que o cliente nem sempre sabe encontrar o que ele quer, e às vezes ele nem sabe direito o que quer. Então a gente vai traduzir esse desejo com inteliência artificial”, explica a CPO da Webmotors, Mariana Perez.
Retenção de clientes
No mesmo segmento, a Mobiauto implementou novidades em suas plataformas desenvolvidas com IA, a MobiAI e o MobiGPT, que agora contam com a plataforma Gemini, do Google Cloud, ampliando a escalabilidade, otimizando custos e garantindo maior estabilidade, como explica o co-fundador e CPO da empresa, Guilherme Braga.
“Se você não atende o cliente nos primeiros cinco minutos, sua conversão cai 80%. A ideia é fazer com que o cliente seja melhor atendido. A gente sabe que, no final do dia, ele vai na loja e o vendedor dará o melhor atendimento”, afirma o empresário. O novo sistema permite ao lojista organizar melhor as mensagens de compradores, sugerindo respostas convencionais. Braga, porém, acredita que a tecnologia não exclui o contato humano.
“Comprar carro não é que nem comprar uma camisa. Você está comprando algo de R$ 80 mil, R$ 100 mil. Ainda é um evento. Então você vai lá, mostra para os amigos, tira foto, ainda tem o laço. A gente entende que esse lado emocional vai permanecer”, acrescenta.
Já a B3 – Bolsa, Brasil, Balcão – revelou a Tabela Auto B3, no ar desde o final do ano, que usa machine learning para avaliar preços de veículos no mercado. Um dos objetivos é oferecer alternativa à Tabela Fipe, considerada obsoleta por representantes do setor.
A diferença é o método, que usa o valor de transações efetivadas, e não o valor divulgado nos anúncios de carros. “A tabela é uma evolução para o mercado. Foi desenvolvida a partir de uma massiva base de dados e usa IA para refletir com maior precisão o valor real dos automóveis”, explica o diretor de Produtos de Financiamento da B3, Rodrigo Amâncio.
*O repórter viajou a convite da Fenabrave
Com informações do Correio Braziliense
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