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Setor espera aumento na exportação de frango após fim de restrições com a China

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Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de carne de aves em outubro tiveram segundo melhor resultado mensal

A abertura do mercado da carne de aves para a China após quase seis meses de bloqueio animou o governo e o setor produtivo no Brasil. As restrições foram impostas na época em que um foco de gripe aviária foi identificado no Rio Grande do Sul e se espalhou por diversos estados e o Distrito Federal.

Na Argentina, para participar de um evento que reúne autoridades de outros países, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, disse que a reabertura indica um passo importante no comércio bilateral entre Brasil e China e “um reconhecimento da qualidade dos produtos brasileiros”.

“Aconteceu em uma granja e tivemos a oportunidade de mostrar a robustez do nosso sistema. Em 28 dias, a Organização Mundial de Saúde Animal reconheceu o Brasil livre de gripe aviária novamente, e assim foi gradativamente reconhecido por outros países”, declarou o ministro, que completou: “É um dia importantíssimo para o comércio, para a produção de alimentos brasileiros e para a continuidade do fornecimento à China”.

O bloqueio à importação do frango brasileiro na China ocorreu no dia 16 de maio. A suspensão temporária foi adotada após a confirmação do primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) (como é chamada tecnicamente a doença) em uma granja comercial no município de Montenegro (RS).

Nesta sexta-feira, a Administração Geral das Alfândegas da China (GACC, na sigla local) retirou as restrições com base nos resultados de uma análise de risco conduzida pelas autoridades do país. Com a decisão, somente o Canadá mantém a suspensão total das importações de carne de aves provenientes do Brasil.

Diante disso, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa o setor, comemorou a reabertura do mercado e destacou o esforço do Mapa para reverter a situação. “Houve um amplo e altamente profissional trabalho de negociação neste processo, que incluiu a renegociação de certificados sanitários para evitar suspensões totais de países em eventuais novas ocorrências”, pontuou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Até maio, a China era a maior importadora de carne de frango do Brasil. Somente no período entre janeiro e maio, o país importou 228,2 mil toneladas do produto, o que representa 10,4% do total exportado pelo Brasil até então, e gerou uma receita de US$ 545,8 milhões. Recentemente, a União Europeia também anunciou o fim das restrições sobre o frango brasileiro e a retomada dos embarques.

“(Houve) Um amplo e intenso esforço diplomático engajado pelo Governo Brasileiro, juntamente com os entes privados liderados pela ABPA, para a retomada das exportações dos mercados suspensos. A reabertura da China coroa o sucesso dessa grande ação articulada e sob a liderança do Ministro Fávaro e de sua equipe”, acrescentou Santin.

Originalmente publicado em Correio Braziliense

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