Casa Economia Haddad afirma que cumprir a meta fiscal é responsabilidade dos três Poderes
Economia

Haddad afirma que cumprir a meta fiscal é responsabilidade dos três Poderes

Compartilhar
Compartilhar

Após suspensão do STF e revogação no Congresso, equipe econômica prepara defesa de decreto que eleva IOF, diz ministro

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (8/7) que o cumprimento da meta fiscal de 2025 deve ser uma responsabilidade compartilhada pelos três Poderes. Em entrevista na sede da pasta, ele fez críticas veladas ao Congresso Nacional sobre o controle do Orçamento e cobrou engajamento das demais instituições no esforço fiscal.

“É uma tarefa dos três Poderes cumprir a meta do ano. Se cada poder for usar das suas prerrogativas para aumentar o gasto, não conter o gasto, e não contribuir para o corte de gasto tributário, que no Brasil chegou a patamares absurdos, nós vamos ter dificuldade de cumprir a meta”, disse o ministro.

Haddad afirmou, ainda, que a arrecadação deve surpreender no próximo relatório bimestral e que o governo deve buscar novas medidas para garantir que as contas fechem dentro do previsto para este ano.

Documentos em preparação

Sobre o prazo concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que tanto o governo federal quanto o Congresso Nacional se posicionem sobre o imbróglio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o titular da pasta disse que a equipe econômica já prepara documentos para comprovar a legalidade do decreto presidencial que eleva alíquotas do tributo. O prazo se encerra no próximo dia 15 de julho.

“Todos os documentos técnicos estão sendo preparados. Nós vamos comprovar para o ministro Alexandre (de Moraes) que nós estamos evitando planejamento tributário, elisão fiscal, evasão fiscal”, disse Haddad, que destacou que há cerca de R$ 800 bilhões em isenções que favorecem “determinados grupos econômicos” do país.

“Toda vez que você favorece algum grupo econômico, você compromete as metas fiscais, a taxa de juro fica alta e prejudica o país inteiro. Qual o sentido de, para favorecer uns empresários, prejudicar todos. Não faz sentido nenhum isso”, completou.

Entenda o caso

O decreto presidencial que eleva alíquotas do IOF sobre operações de câmbio, seguros e crédito para empresas foi derrubado pelo Congresso Nacional no final de junho, por um decreto legislativo, que anula os efeitos das medidas anteriores. No último dia 4 de julho, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, decidiu suspender ambos os decretos, após a Advocacia-Geral da União (AGU) entrar com ação para retomar medida do governo Lula.

Moraes, que é o relator das ações sobre o tema que tramitam na Corte, ainda determinou uma audiência de conciliação marcada para o próximo dia 15 de julho, com representantes do governo federal e do Congresso Nacional, para resolver o imbróglio.

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Artigos Relacionados

Petróleo sobe 28% na semana

Tensão em Ormuz faz preço do barril tipo Brent, utilizado como referência...

Lula diz que Brasil tem ‘segurança jurídica’ para investimentos

Presidente participou da inauguração do hub da empresa aérea Gol, no aeroporto...

Fazenda dá primeiro passo para regulamentação do mercado de carbono

Secretaria do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda anuncia entidades selecionadas...

Indústria cresce 1,8% em janeiro, maior alta desde junho de 2024

A produção industrial brasileira registrou crescimento de 1,8% em janeiro de 2026...