Concurso do TCE-PE foi lançado em maio deste ano e oferecia 10 vagas de nível superior para os cargos de auditor e analista de controle externo, analista de gestão e procurador
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) suspendeu, nesta semana, o resultado de seu concurso público após a deflagração de uma operação da Polícia Federal (PF) que desarticulou uma organização criminosa especializada em fraudes em concursos no país.
A decisão foi anunciada por meio de nota conjunta do TCE-PE e da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela aplicação das provas. As instituições informaram que, diante das evidências apresentadas pelo inquérito da PF, estão tomando “as providências cabíveis junto às autoridades policiais e judiciárias para proteger a integridade do certame”.
Ainda segundo o comunicado, o tribunal reforçou seu compromisso com a legalidade. “O TCE-PE, como instituição de controle externo que tem o dever constitucional de zelar pela regularidade das admissões de pessoal da gestão pública, será intransigente na defesa da lei, da meritocracia e do interesse público, quaisquer que sejam as medidas jurídicas que o caso exija”, diz a nota oficial.
O concurso foi lançado em maio deste ano e oferecia 10 vagas de nível superior para os cargos de auditor e analista de controle externo, analista de gestão e procurador. As provas ocorreram em 31 de agosto e 7 de setembro, e o resultado havia sido divulgado na última segunda-feira (6/10), no site da FGV.
A suspensão do concurso ocorre no contexto da Operação “Última Fase”, deflagrada pela PF em 2 de outubro. A investigação revelou fraudes no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2024, além de irregularidades em seleções da Polícia Civil de Pernambuco, Polícia Civil de Alagoas, Universidade Federal da Paraíba, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
De acordo com a PF, os envolvidos foram excluídos dos processos seletivos e afastados de funções públicas que já ocupavam. Eles poderão responder por crimes como fraude em certame de interesse público, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documento público.
*Com informações do Correio Braziliense
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