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Toffolli pega carona em jatinho com advogado de diretor do Master

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Torcedor do Palmeiras, ministro do STF decretou sigilo máximo do processo envolvendo o banco Master e voou para o Peru em avião com advogado de diretor da instituição

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli pegou carona no mesmo avião que o advogado Augusto Arruda Botelho, responsável pela defesa do diretor de compliance do Banco Master, Luiz Antonio Bull, preso na Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

Ex-secretário nacional de Justiça, Arruda Botelho e Toffoli são torcedores do Palmeiras e voaram no mesmo jatinho para assistir à final da Libertadores em Lima, contra o Flamengo, realizada em 29 de novembro. O avião privado, do empresário Luiz Oswaldo Pastore, levou 15 pessoas ao todo para a capital peruana, de acordo com informações da coluna de Lauro Jardim,do jornal O Globo.

Toffoli é o relator da investigação sobre as suspeitas de fraudes do Master no Supremo. Dias após retornar a Brasília, em 3 de dezembro, o ministro determinou o sigilo absoluto do inquérito sobre na carteira de crédito do Master vendida ao Banco de Brasília (BRB) por cerca de R$ 12 bilhões.

O processo foi remetido da Justiça Federal ao Supremo a partir deum recurso apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro, dono do Master. O pedido foi protocolado no STF na noite de 28 de novembro, véspera da viagem, mas segundo interlocutores, o ministro não teria analisado o conteúdo antes de embarcar na manhã seguinte.

A Polícia Federal prendeu Vocarno na noite de 17 de novembro, no Aeroporto Internacional de SãoPaulo/Guarulhos, quando ele tentava deixar o país. No dia seguinte, o Banco Central determinou a liquidação do Master. Pouco antes, em setembro, o BC vetou a operação de compra do Master pelo BRB, que havia sido anunciada no fim de março.

Vorcaro estava detido na sede da Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, mas no dia 28 de novembro, a desembargadora Solange Salgado, determinou que ele fosse colocado em liberdade, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.

O processo chegou à Suprema Corte após a PF apreender, em endereço ligado a Vorcaro, um envelope com o nome do deputado federal João Carlos Bacelar (PL–BA), o que motivou o envio do caso ao STF, responsável por apurar investigações que envolvam parlamentares com foro privilegiado. Bacelar afirmou que participou da estruturação de um fundo imobiliário e que houve apenas tratativas preliminares com o empresário, sem evolução do negócio. De acordo com a investigação da PF, há indícios contra o parlamentar.

Correio entrou em contato com a assessoria do Supremo, abrindo espaço para que ministro possa se manifestar sobre o caso, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Originalmente publicado em Correio Braziliense

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