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Política monetária entrou em fase de “calibragem”, diz Galípolo

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Presidente do BC destacou também que a estabilidade financeira segue como o eixo central da atuação da autoridade monetária

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que 2025 foi um ano de reforço da atuação da autoridade monetária na defesa da estabilidade monetária e financeira. A declaração foi feita durante painel da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, nesta segunda-feira (9/2).

Segundo Galípolo, a estabilidade segue como o eixo central da atuação da autoridade monetária e a transparência é um dos pontos que vêm sendo reforçados na condução das políticas. Ele apontou que o BC enfrentou desafios relevantes ao longo do ano e passou a organizar sua agenda futura com foco nesses dois pilares. 

Ao tratar da política monetária, Galípolo afirmou que o atual ciclo entrou em uma fase de “calibragem”. De acordo com ele, “existe, sim, a necessidade de fazer um reconhecimento de uma melhora que ocorreu entre o período onde a gente conclui a elevação da taxa de juros e tinha aquele cenário que a gente descreveu”. Portanto, continuou, “existe, sim, uma melhora tanto do ponto das expectativas quanto da inflação corrente, ou seja, o ambiente inflacionário, inflação corrente, a expectativa está numa situação melhor do que a gente tinha naquele momento (quando os juros foram elevados)”.

O presidente do BC também apontou características estruturais da economia brasileira que influenciam a transmissão da política monetária. Entre elas, citou o modelo de financiamento imobiliário e o elevado percentual da dívida pública indexada à taxa Selic e à inflação, o que altera os efeitos tradicionais do aumento dos juros sobre renda e riqueza.

No cenário internacional, Galípolo apontou que o debate regulatório após a crise de 2008 levou ao crescimento dos intermediários financeiros não bancários (NBFIs). “O Brasil sempre chama atenção do resto do mundo pelo fato de que, entre os emergentes, é o segundo país com maior participação dos NBFIs no mercado. Porém, do ponto de vista sistêmico, das preocupações de crise que os outros países possuem, é diferente no Brasil, porque a maior parte dessas NBFIs tem no seu patrimônio títulos públicos”, disse.

*Estagiário sob a supervisão de Carlos Alexandre de Souza

Com informações do Correio Braziliense

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