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DF registra 94 casos de estupro somente em maio; aumento de 77,4%

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Os índices de ocorrência de estupros e roubos a transportes coletivos do Distrito Federal aumentou consideravelmente em relação ao mesmo período do ano passado. É o que aponta o balanço da segurança do mês de maio deste ano, divulgado pela Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social nesta sexta-feira (9). O secretário de Segurança Pública, Edval Novaes, afirma que os dois crimes são o “calcanhar de aquiles” da segurança do DF. A alta nos índices de estupro, de 53 ocorrências em maio de 2016 para 94 no mesmo mês deste ano (77,4%), e de roubo em transporte coletivo, de 187 para 245 (31%), levaram à formação de grupos de trabalho com outras pastas. São elas as Secretarias de Mobilidade e do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

A idade das vítimas também chamou a atenção. A coordenadora de Política para Mulheres da secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEDESTMIDH), Miriam Pndaag, aponta que a maioria das vítimas são adolescentes de 12 a 15 anos. O sexo feminino é o que mais sofre violência, porém, crianças do sexo masculino também são alvo do crime. A coordenadora também chama a atenção para a concentração dos casos. “Seis regiões administrativas do DF concentram quase 50% dos casos”, denuncia Miriam.

O secretário de segurança diz que aproximadamente 2/3 das ocorrências de estupro acontecem na própria residência das vítimas. “É um crime que a polícia dificilmente pode prevenir, porque ele acontece não só dentro de casa, mas com pessoas conhecidas, com algum tipo de relação entre autor e vítima”, explica. Ele também disse que o crescimento dos casos no mês de maio não é tão grande quanto parece, já que muitos dos crimes nos meses anteriores., mas foram registrados depois.

Roubos nos ônibus

Para tentar coibir o aumento dos roubos a transportes coletivos, a Secretaria de Segurança Pública vai trabalhar em conjunto com a Secretaria de Mobilidade. Em 2017 foram contabilizados 1.231 roubos, um aumento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2016. Contando só o mês de maio, esse aumento foi de 31%.

O secretário de Mobilidade, Fábio Damasceno, atribui a dificuldade de prevenir os crimes como o maior fator para esse aumento. “O ladrão pode escolher qual linha vai assaltar, e em que horário vai fazer isso. É muito difícil identificar um padrão. Quando aumentamos o policiamento da madrugada, por exemplo, os índices de roubos à tarde crescem, e vice e versa”, pondera o secretário.

Duas ações foram propostas para tentar solucionar o problema: uma é a unificação dos boletins de ocorrências dos roubos. A diferença dos critérios dos boletins das empresas de ônibus dificulta o trabalho da polícia em analisar e catalogar os crimes. Muitas vezes faltam informações. A outra medida é o desenvolvimento de um aplicativo que monitora os ônibus através do GPS. Além de conferir a localização e o horário dos ônibus, os usuários poderão utilizar uma espécie de botão de pânico para eventuais roubos. “Qualquer passageiro poderia usar esse botão, isso facilita o acionamento da polícia. Os bandidos rendem primeiro o cobrador e o motorista porque são apenas eles dentro do ônibus que possuem um dispositivo parecido”, completa Fábio.

 

Com informações do Jornal de Brasília.

 

 

 

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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