Casa Justiça Justiça condena delegado do DF que exigiu R$ 1 milhão em propina para engavetar inquérito
Justiça

Justiça condena delegado do DF que exigiu R$ 1 milhão em propina para engavetar inquérito

Compartilhar
Compartilhar

Por unanimidade, a 6ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) aceitou o recurso do Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (NCAP) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e condenou o delegado de Polícia, João Helder Ramos Feitosa por improbidade administrativa. Em 2009, nas dependências do Fórum do Gama, o servidor exigiu propina de R$ 1 milhão do empresário Manoel Teodorio Frota, à época um dos donos da rede de supermercado Super Frota, em troca de não promover seu indiciamento por crime de sonegação fiscal no âmbito de investigação da Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária (DOT/PCDF).

Na decisão, a Justiça decretou a perda do cargo do Delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, a suspensão de seus direitos políticos por quatro anos, além de determinar o pagamento de multa civil de 10 vezes o valor da remuneração e a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de três anos (Lei 8.429/92).

Em seu voto, o desembargador – relator, José Divino de Oliveira, destacou que as provas produzidas pelo MPDFT são veementes quanto à vinculação do agente público aos atos de improbidade e, portanto, suficientes para sua condenação.

“Constitui dever estatal punir as condutas desviantes, em face da gravidade que o ato de improbidade produz no ambiente administrativo, notadamente em hipóteses como a presente, em que se trata de agente público investido em cargo dos quadros da Polícia Civil, que tem como função precípua coibir, repreender e investigar crimes, gozando de alta respeitabilidade perante os administrados, restando evidente a violação com o seu dever de lealdade com aquela instituição”, finalizou.

O delegado João Helder já havia sido condenado por ato de improbidade administrativa, mas sem perda do cargo, porque, na qualidade de coordenador-geral do Sistema Prisional do DF, permitiu que o ex-senador Luiz Estevão financiasse ilegalmente uma reforma no espaço por ele ocupado na condição de preso, o que veio a beneficiar também outros políticos, empresários e policiais condenados.

Siga nossas redes sociais

Site: https://www.ceilandiaemalerta.com.br/

Site: https://jornaltaguacei.com.br/

Página no Facebook: https://www.facebook.com/CeilandiaEmAlerta/

Página no Facebook: https://www.facebook.com/jtaguacei/

Facebook: https: www.facebook.com/jeova.rodriguesneves

Twiter: https://twitter.com/JTaguacei

Instagram: https://www.instagram.com/p/B7dbhdLH46R/?igshid=1xg5rkqaqkuka

Compartilhar
Compartilhado por
Jeová Rodrigues

Jornalista

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Artigos Relacionados

Dinheiro, jatinhos e ameaças de morte:

os bastidores da prisão de Daniel Vorcaro parecem roteiro de filme de...

Escândalo sem precedentes! A tentativa de incriminar o ministro Alexandre de Moraes

através de supostas mensagens vazadas está desmoronando e a verdade é muito...

PT, Rede, PDT, PCdoB e PV apresentaram no STJ uma Notícia de Fato

PT, Rede, PDT, PCdoB e PV apresentaram no STJ uma Notícia de...