
Ano letivo começa nesta segunda para 460 mil alunos da rede pública do DF
Começa nesta segunda-feira (9) o ano letivo para os cerca de 460 mil alunos e os mais de 31 mil professores da rede pública do Distrito Federal. O início das aulas deve ser marcado por reformas, remanejamentos e pelo projeto piloto de “educação militar” (veja detalhes abaixo).
Das 678 escolas públicas em funcionamento no DF, a Secretaria de Educação elegeu 200 como prioritárias para receber reformas gerais. Dessas, no entanto, apenas 104 entraram em obras, e só 11 foram concluídas até a última sexta (8). Os trabalhos devem continuar, mesmo com as aulas em andamento.
Ao todo, cerca de R$ 20 milhões devem ser usados nessas reformas. O governo também autorizou R$ 48 milhões do PDAF – uma verba entregue aos diretores para fazer pequenos reparos e comprar insumos básicos. Para a parcela pendente de 2018, no entanto, ainda não há solução no radar.
Além das 678 escolas, 17 Centros Interescolares de Línguas (CILs) e 112 instituições conveniadas (creches e colégios) também voltam às aulas nesta semana.
Faltou vaga
Crianças da educação infantil em sala de escola pública no Distrito Federal — Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Divulgação
A demanda por vagas na rede pública em 2019 pegou a Secretaria de Educação de surpresa. O governo chegou a abrir 11,7 mil vagas remanescentes para novas matrículas mas, no fim, teve de lidar com quase 20 mil novos alunos.
Segundo a pasta, o ano letivo terá de ser adiado para 188 crianças com idades entre 4 e 5 anos do Paranoá. Faltaram vagas nas creches públicas e conveniadas, e um novo contrato terá de ser firmado ainda neste mês para abrigá-las. A previsão é de que as aulas só comecem no fim do mês.
Outras 980 crianças que estudam no Centro de Ensino Fundamental 5 (CEF 5) do Paranoá terão de começar o ano em instalações precárias. A Secretaria de Educação chegou a cogitar o adiamento dessas aulas, mas manteve o calendário no colégio após “descartar o risco” aos alunos.
Neste caso, segundo a pasta, o prédio alugado atual do CEF 5 não está em condições de uso em razão das infiltrações da chuva. Mesmo assim, vai abrigar as aulas pelo menos até o início de março, quando um novo prédio deve ser alugado perto da Diretoria Regional de Ensino do Paranoá.
Educação militar
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Pais de alunos exibem faixas pedindo por escola militar no DF — Foto: Reprodução/TV Globo
A partir desta segunda, 4 das 678 escolas do DF adotarão um ensino “militarizado”. Com a medida, policiais militares devem passar a atuar na gestão do Centro Educacional (CED) 1 da Estrutural, no CED 3 de Sobradinho e no CED 308 do Recanto das Emas.
Segundo o governo, a ideia é reproduzir o mesmo formato das escolas militares em relação à exigência da disciplina e ao cumprimento de horários.
Cada uma das escolas receberá de 20 a 25 militares (policiais ou bombeiros) que deverão integrar o quadro de servidores. O acordo prevê, ainda, que policiais que participem do projeto sejam aqueles que estão com restrição médica e na reserva.
Além disso, estudantes terão que usar uma farda, vão ter aulas de musicalização e educação moral e cívica com os militares.
A iniciativa estabelece que, com um aplicativo de celular, os pais possam ter acesso ao que os alunos fizeram durante o período de aulas. Além do monitoramento, também estão previstas as seguintes medidas:
- Estudantes deverão usar um uniforme diferente, que será distribuído de forma gratuita.
- Meninos terão que usar cabelo curto; meninas, coque;
- Cada escola vai receber de 20 a 25 militares – PMs ou bombeiros que estão na reserva ou sob restrição médica.
- A gestão vai ser compartilhada: professores, diretores e orientadores vão continuar cuidando da parte pedagógica. Os militares, das atividades burocráticas e da segurança, como controle de entrada e saída, horários e filas;
- Os policiais vão dar aulas, no contraturno, de musicalização, ética e cidadania.