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Inflação acelera para 0,26% em julho, puxada pela conta de luz

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O segundo maior impacto sobre o índice veio das passagens aéreas. Preços dos alimentos tem queda de 0,27%, mantendo trajetória negativa pelo segundo mês

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, foi de 0,26% em julho, novamente pressionado pela conta de luz. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (12/8), o maior impacto individual sobre o indicado, assim como nos últimos três meses, foi da energia elétrica residencial. 

Em julho, manteve-se a bandeira tarifária vermelha patamar 1, vigente desde junho, que adiciona R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos. O patamar indica que as condições de geração de energia estão mais críticas, resultando em um custo mais elevado para a produção. Além disso, a alta reflete o reajuste de concessionárias de boa parte das capitais do país. 

Segundo o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, de janeiro a julho, a energia elétrica residencial acumula uma alta de 10,18%. “Esta variação é a maior para o período de janeiro a julho desde 2018 quando o acumulado foi de 13,78%”, afirmou. 

Na comparação com o mês anterior, o IPCA apresentou uma variação de 0,02 ponto percentual, ante os 0,24% registrados em junho. No ano, a inflação acumulada é de 3,26% e, nos últimos 12 meses, de 5,23%. 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis registraram alta nos preços. O grupo transportes acelerou para 0,35% julho, ante 0,27% em junho, impulsionado por uma alta de 19,92% das passagens aéreas, segundo maior impacto individual na inflação de julho. Os combustíveis, por sua vez, recuaram 0,64% no mês com quedas nos preços do etanol, do óleo diesel, da gasolina e do gás veicular.

Outro destaque foram as despesas pessoais, que avançaram 0,76%, segunda maior variação e impacto no mês de julho. De acordo com a pesquisa, a alta foi impulsionada pelo reajuste, a partir de 9 de julho, nos jogos de azar, subitem que registrou o terceiro maior impacto individual no índice, com alta de 11,17%.

Alimentos em queda 

Pelo lado das retrações, o destaque novamente foi para alimentação e bebidas, cujos preços tiveram queda de 0,27%, segundo mês consecutivo no campo negativo. O resultado de julho foi puxado por uma retração de 0,69% da alimentação no domicílio, com destaque para a baixa nos preços da batata-inglesa, cebola e arroz. Já a alimentação fora do domicílio acelerou para 0,87% em julho, com destaque para o subitem lanche.

“Com a queda de alimentos importante na cesta de consumo das famílias, o resultado do IPCA no mês ficou em 0,26%. Sem a contribuição dos alimentos, a inflação seria de 0,41%. As altas no grupamento de alimentação fora do domicílio refletem o período de férias”, destacou o gerente da pesquisa. 

Resultado por grupos

  • Habitação: 0,91%
  • Despesas pessoais: 0,76%
  • Transportes: 0,35%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,45%
  • Artigos de residência: 0,09%
  • Educação: 0,02%
  • Alimentação e bebidas: -0,27%
  • Vestuário: -0,54%
  • Comunicação: -0,09%

Com informações do Correio Braziliense

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