O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou em entrevista ao UOL que não existem estudos que comprovem prejuízos econômicos ou aumento do desemprego com o eventual fim da escala de trabalho 6×1. Para ele, a discussão sobre a redução da jornada de trabalho acompanha uma tendência global e pode trazer benefícios tanto para os trabalhadores quanto para a economia.
O ministro argumenta que previsões negativas semelhantes já surgiram no passado, quando o Brasil reduziu a carga horária semanal de 48 para 44 horas na Constituição de 1988. Segundo Marinho, as previsões pessimistas não se confirmaram naquele período.
“Nós reduzimos a jornada de 48 para 44 horas semanais, em 1988. Esse mesmo argumento, de que não era possível reduzir porque ia gerar desemprego, desestimulo e crescer a informalidade e demissões, foi usado lá. E nada disso aconteceu; muito pelo contrário: ela gerou contratação, não impactou em aumento da informalidade e não houve desestimulo de contratação”, afirmou o ministro.
Debate internacional sobre jornada de trabalho
De acordo com Marinho, a discussão sobre a redução da jornada ocorre em diversos países e costuma levar em conta o estágio de desenvolvimento econômico e os ganhos de produtividade proporcionados pelo avanço tecnológico.
“Mundialmente, o debate de jornada ocorre considerando o momento onde as economias possibilitam reduzi-la e, acima de tudo, que o impacto do custo dessa redução se compensa com a produtividade”, disse.
O ministro também destacou que há uma crescente mobilização de trabalhadores, especialmente entre os mais jovens, contra a escala 6×1 — modelo em que o funcionário trabalha seis dias seguidos e folga apenas um.
“Acreditamos sinceramente que neste momento há um verdadeiro clamor do mundo do trabalho, especialmente da juventude, rechaçando a escala 6×1. Isso também reflete o momento onde houve muito investimento de tecnologia nos últimos anos”, afirmou.
Impactos na qualidade de vida e na economia
Para Luiz Marinho, a redução da jornada pode trazer efeitos positivos na qualidade de vida dos trabalhadores e também estimular a atividade econômica ao ampliar o tempo disponível para consumo e lazer.
“Quando o trabalhador trabalha menos, ele terá mais tempo para a vida, a cultura, o lazer, frequentar o comércio. Ou seja, ela pode criar condições de um processo crescente positivamente de movimentação da economia”, declarou.
O ministro acrescentou que experiências internacionais e mudanças semelhantes já adotadas no Brasil apontam para resultados favoráveis.
“Nos países que fizeram isso, e mesmo os momentos em que se reduziu no Brasil, o impacto foi extremamente positivo”, disse.
Com informações do portal 247
Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.
-
Isenção do IR tem aprovação histórica na Câmara
Em votação unânime, deputados avalizam benefício para quem ganha até R$ 5 mil e taxa super-ricos. Texto segue agora para o Senado Depois de quase sete meses de tramitação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil foi aprovada pelo plenário da Câmara, nesta quarta-feira à noite, por unanimidade: 493…
-
Motta aciona Itamaraty após Israel deter deputada em flotilha para Gaza
Luizianne Lins (PT-CE) estava com outros brasileiros em barco interceptado pela Marinha de Israel ao tentar levar ajuda humanitária para a Faixa de Gaza O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta quarta-feira (1º/10) que acionou o Ministério das Relações Exteriores assim que soube da detenção da deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) pela Marinha de…
-
Governo descarta novo Concurso Unificado em 2026a
Em entrevista ao programa Bom dia, Ministra, Esther Dweck afirmou que, para o próximo ano, está prevista a convocação de excedentes de outros concursos em andamento Às vésperas da realização das provas da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), no próximo domingo, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck,…
-
Quem pode ser responsabilizado nos casos de intoxicação por metanol
Especialistas apontam que toda a cadeia de fornecimento de bebidas pode ser responsabilizada por intoxicações por metanol, com sanções cíveis e criminais que vão de indenizações a penas de prisão Casos de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas no estado de São Paulo têm gerado preocupação em todo o país. A substância…
-
Policiais penais do DF são alvo de operação que apura fraude em concurso
Cinco pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (2/10) em operação da Polícia Civil do DF A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2/10), a terceira fase da operação Reação em Cadeia, que investiga fraudes no concurso da Polícia Penal do DF. A ofensiva foi conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/Decor)…
-
“Evitar que os efeitos das guerras cheguem ao povo brasileiro”, diz Lula ao assinar medidas para proteger população da alta do petróleo
Ações buscam mitigar os impactos do cenário internacional marcado pela forte volatilidade de preço do petróleo, decorrente do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã e das tensões no entorno do Estreito de Ormuz. Foto: Ricardo Stuckert / PR OGoverno do Brasil anunciou nesta quinta-feira, 12 de março, um pacote emergencial para proteger a…
-
Petrobras adere a programa de subvenção ao diesel e reforça estratégia de estabilidade nos preços
A Petrobras informou nesta sexta-feira que seu Conselho de Administração aprovou, em reunião realizada hoje, a adesão da companhia à subvenção econômica à comercialização de óleo diesel de uso rodoviário no território nacional. A informação foi divulgada originalmente pela Agência Petrobras, em comunicado oficial sobre a decisão relacionada à Medida Provisória nº 1.340, de 12…
-
Fim da escala 6×1 não trará prejuízos, afirma Luiz Marinho
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou em entrevista ao UOL que não existem estudos que comprovem prejuízos econômicos ou aumento do desemprego com o eventual fim da escala de trabalho 6×1. Para ele, a discussão sobre a redução da jornada de trabalho acompanha uma tendência global e pode trazer benefícios tanto para os trabalhadores quanto para…








Deixe um comentário