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Em ata, Copom diz que juros altos já contribuem para recuo da economia

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A política monetária restritiva tem contribuído e seguirá contribuindo para a moderação do crescimento da atividade econômica, diz BC

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) indicou, nesta terça-feira (13/5), que a política monetária “significativamente contracionista” (ou seja, o aumento dos juros) “tem contribuído e seguirá contribuindo para a moderação do crescimento” da atividade econômica. A declaração consta na ata da última reunião do Copom, realizada entre 6 e 7 de maio.

“O comitê analisou os diversos canais de política monetária e avalia que a política monetária restritiva já tem tido impactos no mercado de crédito, nas sondagens empresariais, no mercado de câmbio, nos balanços das empresas, assim como na moderação de alguns indicadores de atividade e de mercado de trabalho”, diz trecho do texto.

Ainda segundo avaliação da diretoria do Banco Central, “dadas as defasagens inerentes aos mecanismos de política monetária, espera-se que tais efeitos se aprofundem nos próximos trimestres”.

Na reunião de maio, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros (a Selic) para 14,75% ao ano — sexto aumento seguido da Selic, o que prolongou o ciclo de aperto monetário que começou em setembro do ano passado.

Atualmente, os juros estão no mesmo patamar de quando ficou vigente entre julho e agosto de 2006, fim do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). À época, a economia brasileira crescia.


Entenda a situação dos juros no Brasil

  • A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
  • Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
  • Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.
  • Projeções mais recentes mostram que o mercado financeiro desacredita em um cenário em que a taxa de juros volte a ficar abaixo de dois dígitos durante o governo Lula (PT) e do mandato de Gabriel Galípolo à frente do BC.

Para o Copom, “a conjuntura de atividade segue marcada por sinais mistos com relação à desaceleração de atividade, mas observa-se uma incipiente moderação de crescimento”.

“O Comitê reforça que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta. Alguns fatores elencados durante a reunião seguem dando confiança ao Comitê de que o processo de moderação de crescimento deve ocorrer, após vários anos de surpreendente dinamismo”, destacou.

A diretoria do BC disse que “segue avaliando que o cenário-base prospectivo envolve uma desaceleração da atividade econômica, a qual é parte do processo de transmissão de política monetária e elemento necessário para a convergência da inflação à meta”.

Mercado de trabalho

O Copom afirmou que o mercado de trabalho é um dos fatores que tem contribuído para o dinamismo de atividade econômica ao longo dos últimos anos. Com destaque para alto suporte ao consumo e à renda.

“Tanto do ponto de vista de renda, com ganhos reais acima da produtividade, como do emprego, com aumento do nível de ocupação e redução expressiva da taxa de desemprego para níveis historicamente muito baixos, o mercado de trabalho tem dado bastante suporte ao consumo e à renda.”

O colegiado ressaltou que “a inflexão no mercado de trabalho também é parte do mecanismo de política monetária e deve se aprofundar ao longo do tempo, de modo compatível com um cenário de política monetária restritiva”.

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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