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Conselheiros tutelares do DF pedem volta do atendimento 24 horas a crianças

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Com o aumento da violência contra crianças e adolescentes do Distrito Federal durante a pandemia do novo coronavírus, os conselheiros tutelares querem ajudar a amenizar a dor dos pequenos. Nesta segunda-feira (13/7), os profissionais foram para a porta da Secretaria da Criança pedir o retorno do atendimento 24 horas, que parou de ocorrer desde março devido ao risco de contaminação de Covid-19. Além disso, querem nomeação de 80 suplentes e testagem dos profissionais.

Durante os dias de isolamento e com os pequenos em casa, a Coordenação de Sistema de Denúncias de Violações de Direitos de Crianças e Adolescentes (Cisca) recebeu, entre os dias 23 de março e 19 de maio, uma denúncia de violência a cada 10 minutos.

O número total é de 8.907 queixas e representa aumento de 17,65% com relação ao mesmo período do ano passado, acendendo alerta para quem trabalha na área.

Por violações, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) considera casos de maus-tratos, negligência, violência física, psicológica, sexual, entre outras. Isso significa que o DF teve 153 denúncias de alguma dessas infrações por dia e seis delas por hora durante os 58 dias avaliados.

Para ajudar as crianças que sofrem esse tipo de problema dentro de casa, a conselheira tutelar, 1ª suplente de Samambaia, Cláudia Regina Carvalho, 42 anos, e outros colegas de profissão pedem apoio integral às crianças. “A criança não está protegida em sua integralidade. Hoje, o atendimento é apenas de 12h às 18h. Antes, era 24 horas. Sabemos que temos vários companheiros com teste positivo para Covid-19 e outros em risco. Por isso, pedimos a nomeação dos suplentes para que a dedicação e apoio seja integral”, disse.

Selma Aparecida, 53 anos, conselheira há três mandatos, suplente neste momento, conhecida como Selma da Criança, ressalta que nem os avós podem olhar pelas crianças que sofrem violência nesse momento de pandemia. “Eles são grupo de risco. Como vão cuidar das crianças correndo risco de infecção? de morte? Com a família toda dentro de casa, essa situação de desemprego, quem tem sofrido são as crianças. Um sofrimento invisível e silencioso para a sociedade”, alertou.

Metrópoles entrou em contato com a Secretaria da Criança, mas até a última atualização desta reportagem não havia recebido resposta sobre o pleito dos manifestantes. O espaço continua aberto.

Com informações do portal Metrópoles

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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