Estudo aponta que hábitos de fim de semana podem agravar a apneia do sono, elevando em até 24% o risco em adultos mais jovens
Dormir tarde, consumir álcool e fumar nos fins de semana podem estar fazendo mais do que atrapalhar as manhãs de segunda-feira. Segundo um estudo da Universidade de Flinders, na Austrália, esses hábitos têm potencial de desencadear um problema de saúde do sono recém-identificado, a “apneia social”.
Publicado na revista American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine, o estudo internacional refere-se ao pico de gravidade da Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) nos fins de semana, impulsionado por escolhas de estilo de vida e padrões de sono irregulares. A pesquisa, que analisou dados de mais de 70 mil pessoas globalmente, encontrou um aumento consistente e significativo na gravidade da AOS nos fins de semana.
“A apneia do sono já é um grande problema de saúde pública, mas nossas descobertas sugerem que seu verdadeiro impacto pode estar subestimado”, afirma a autora principal e pesquisadora Lucia Pinilla. “A maioria dos testes de diagnóstico clínico é realizada em uma única noite, normalmente durante a semana, ignorando o efeito do fim de semana que, agora, chamamos de apneia social.”
Gravidade
O estudo constatou que os participantes tinham 18% mais chances de apresentar AOS moderada a grave nos fins de semana (sábados) em comparação com o meio da semana (quartas-feiras). Mudanças nos horários de sono, como ficar acordado até tarde, ou acordar bem depois do habitual, agravaram a apneia. Os homens tiveram 21% mais chances de serem afetados, em comparação com um aumento de 9% nas mulheres.
Adultos mais jovens (com menos de 60 anos) apresentaram um risco 24% maior de sofrer crise de apneia nos fins de semana, em comparação com 7% entre aqueles com 60 anos ou mais. “Ainda não sabemos exatamente o porquê, mas o consumo de álcool, o sono mais leve e o uso menos consistente de terapias para AOS provavelmente desempenham um papel”, disse Dany Eckert, autor sênior do artigo.
Para Eckert, as descobertas destacam necessidade de avaliações do sono em várias noites e abordagens mais personalizadas para diagnóstico e tratamento.”Basear-se em um estudo do sono de uma única noite pode deixar de detectar variações importantes, levando ao subdiagnóstico ou à classificação incorreta da gravidade da AOS”, afirma. Para combater a apneia social, ele recomenda manter uma rotina regular, inclusive nos fins de semana.
Com informações do Correio Braziliense
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