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Haddad diz que reforma do IR pode beneficiar 25 milhões de brasileiros

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Ministro afirma que medida vai ampliar isenção e reduzir alíquotas para a classe média, dentro de uma agenda que busca justiça tributária e equilíbrio fiscal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a reforma do Imposto de Renda (IR), em análise na Câmara dos Deputados, deve beneficiar cerca de 25 milhões de brasileiros. A declaração foi feita nesta terça-feira (12/8), no Senado, durante audiência pública da comissão mista que analisa a medida provisória com novas regras de tributação sobre aplicações financeiras e ativos virtuais (MP 1303/25).

Haddad explicou que a mudança beneficiará dois grupos de contribuintes, em que cerca de 20 milhões deixarão de pagar o imposto ou terão redução expressiva na carga tributária, e outros 5 milhões terão diminuição na alíquota. Segundo o ministro, o foco é aliviar o peso do tributo para rendas de até R$ 7,3 mil mensais.

O chefe da equipe econômica destacou ainda que a proposta integra uma estratégia mais ampla para corrigir distorções e tornar o sistema mais justo. “O objetivo é cobrar de quem não paga e deixar de cobrar de quem paga, mas hoje não consegue fechar o mês”, disse. Segundo ele, a reforma do IR é uma das principais ações para reduzir desigualdades sem comprometer a responsabilidade fiscal.

Também de acordo com Haddad, a ampliação da faixa de isenção e a redução de alíquotas intermediárias serão calibradas para preservar o equilíbrio das contas públicas. Ele defendeu que a mudança seja construída como uma política de Estado, capaz de se manter em diferentes governos, combinando redistribuição de renda e sustentabilidade fiscal.

O ministro também afirmou que as medidas em discussão dialogam com o conteúdo da MP 1303/25, que trata de novas regras de tributação sobre rendimentos financeiros, ativos virtuais e fundos até então isentos. Na avaliação dele, o conjunto dessas iniciativas compõe uma estratégia de recomposição fiscal associada à redistribuição de renda.

A comissão mista que analisa a MP 1303/25 é presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e tem como relator o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Os parlamentares presentes destacaram a presença e o conhecimento técnico do ministro em defender a pauta.

Com informações do Correio Braziliense

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