
Ibaneis afirma que pedidos de médicos do DF durante greve ‘são absurdos’ e que o governo não tem condição de atender
No dia em que a greve dos médicos da rede pública do DF completou 10 dias com um assembleia geral marcada para 16h, o governador Ibaneis Rocha (MDB) comentou sobre o movimento, na manhã desta sexta-feira (13). Para o governador, os “pedidos são absurdos, fora do comum e o governo não tem condição de atender”.
“A discussão com os médicos tem sido tratada pelo secretário [de Economia] Ney Ferraz, mas ela tem muita dificuldade de avançar, porque temos aí os pedidos dos médicos, que ultrapassam R$ 600 milhões [em pagamentos], e não existem esses recursos no Orçamento do Distrito Federal”, disse, antes de continuar:
“Vamos ter de nos esforçar, como estamos, mas demos um reajuste de 18%, contratamos diversos policiais, concedemos um plano de saúde que é um dos mais baratos do país e viemos atendendo a todas as reivindicações dos funcionários públicos do Distrito Federal. Mas, de vez em quando, chegam pedidos que são absurdos, fora do comum e que o governo não tem condição de atender”.
A declaração ocorreu durante cerimônia do 11º Curso de Formação de Praças (CFP), no Complexo de Ensino da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em Taguatinga Norte.
Pedidos dos médicos
O Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF) pede reajuste salarial, além da nomeação de candidatos aprovados em concurso e reestruturação da carreira.
Vale ressaltar que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) proibiu a greve no dia 27 de agosto, mas os médicos da rede pública do DF descumpriram a decisão judicial e entraram em movimento paredista no último dia 03 de setembro. A multa diária pulou de R$ 50 mil para R$ 200 mil em caso de descumprimento da determinação.
O GDF, por meio de ação judicial contra a grave, disse que a manutenção de 100% do corpo médico “é essencial para a apropriada prestação de serviço público à população” e que o reajuste “afetará o delicado equilíbrio financeiro das contas públicas”. Além disso, afirmou ainda que a remuneração dos médicos da rede pública supera os R$ 20 mil, algo considerado “bem acima da média no DF”.
Em nota direcionado ao governador Ibaneis nesta sexta-feira (13), o SindMédico-DF disse:
“Ao excelentíssimo sr. governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha
O Sindicato dos Médicos (SindMédico-DF) recebeu com muita surpresa as declarações feitas à imprensa sobre a greve dos médicos da rede pública do Distrito Federal. Segundo essas afirmações, a negociação com a categoria encontra “muita dificuldade de avançar”. O governador disse ainda que quem está à frente da questão é o secretário de Economia, Ney Ferraz Junior. Agora, vamos falar o que realmente está acontecendo?
Até o momento, após 11 dias de greve, o sr. governador sequer recebeu os representantes dos médicos do DF. Não há, por parte do GDF, qualquer tentativa de negociação. Nós já enviamos nossa proposta e não houve contraproposta. Essa é a verdade. O secretário de Economia, de fato, recebeu nossos representantes ao longo deste período, mas não houve e não há, até o presente momento, uma resposta. Nem um telefonema.
Enquanto isso, os médicos da rede pública continuam sobrecarregados, enfrentando condições precárias de trabalho e lutando para garantir o atendimento à população. População esta que, bem antes da greve, há anos, sofre com descaso pela saúde.
O que buscamos é diálogo e valorização, não somente para a categoria, mas para a melhoria do sistema de saúde como um todo. Afinal de contas, do jeito que está não há condições de continuar.
O que nos parece é que o governo faz do caos na saúde um projeto. Um projeto de privatização. E enquanto este for o comportamento dos nossos representantes, eleitos democraticamente, não abriremos mão de continuar lutando pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O silêncio do governo agrava a situação e aprofunda a crise no atendimento público. Estamos dispostos a negociar. Mas, para isso, é preciso que o governador também esteja disposto a ouvir e a agir. A saúde da população do Distrito Federal não pode continuar sendo negligenciada.”
Com informações do Jornal de Brasília
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