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HUB realiza 1° transplante de medula óssea na saúde pública do DF

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No procedimento, as células doadas são retiradas do próprio paciente e transplantadas de volta. A essa operação dá-se o nome de autólogo

O primeiro transplante de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal foi realizado pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB/UnB) no fim do ano passado. O procedimento  ocorreu em duas etapas, entre o fim de novembro e o início de dezembro passado. Na operação, as células doadas são retiradas do próprio paciente e transplantadas de volta. A esse procedimento dá-se o nome de autólogo.

“Retiramos células do corpo do paciente e damos uma alta carga de quimioterapia nele. Depois que passa o efeito dessa carga, colocamos as células tronco de volta via transfusão de sangue. Como essa célula não recebeu a alta carga de quimio, quando colocada de volta consegue fazer uma restituição rápida do sangue, em torno de 10 a 12 dias”, explica a professora Flávia Dias Xavier, chefe da unidade de Hematologia e Hemoterapia do HUB.

A superintendente do HUB e professora da Faculdade de Medicina, Elza Noronha, classifica a realização do transplante de medula óssea como uma conquista ao hospital e para a sociedade em geral.

“Este é um grande marco para nossa instituição e para o SUS do Distrito Federal. Com o apoio e parceria da UnB e Ebserh consolidaremos o nosso centro de transplantes, ofertando cada vez mais tratamentos de ponta para a população”, afirma a professora. O hospital já realiza transplantes de rins e de córneas.

Nova chance

O paciente transplantado se chama Gilmar Moreira Bomfim. Trabalhador da construção civil, ele tem 48 anos e descobriu um câncer em 2019 quando procurou um médico para investigar uma dor de ouvido. “Primeiro foi descoberta a amiloidose na orofaringe. Quando eu cheguei aqui no HUB, fizemos uma biópsia de medula e constaram também o mieloma múltiplo”, conta.

Câncer do sangue, o mieloma múltiplo atinge as células produtores de anticorpos. A doença é vista como incurável, mas o transplante de medula associado à quimioterapia pode melhorar a resposta ao tratamento e aumentar o tempo de vida do paciente.

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*Com informações da UnB notícias 

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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