Relator André Mendonça integra ala do STF que formou maioria para manter banqueiro preso e abriu caminho para possível colaboração premiada
247 – A possível colaboração premiada do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, já começa a ser descrita nos bastidores de Brasília como a “delação do fim do mundo”, diante do potencial impacto político que suas revelações podem ter sobre figuras dos Três Poderes. As informações são do jornalista Caio Junqueira, em seu blog, que relata o clima de tensão crescente na capital federal após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9
Segundo a análise publicada, a maioria formada nesta sexta-feira (13) na Segunda Turma do STF para manter Vorcaro preso representa uma vitória clara da ala da Corte que demonstra preocupação com a preservação da imagem institucional do tribunal.
Esse grupo, de acordo com o blog, é liderado pelo presidente do STF, Edson Fachin, e conta com o apoio do ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao chamado caso Master.
Disputa nos bastidores do poder
Ainda segundo o relato publicado por Caio Junqueira, essa ala do Supremo conseguiu derrotar uma parte expressiva do establishment político que atuou nos bastidores para tentar garantir a soltura do banqueiro.
De acordo com a análise, havia expectativa entre setores políticos e institucionais de que a liberdade de Vorcaro pudesse reduzir as chances de um acordo de delação premiada, o que explicaria a mobilização de atores relevantes do sistema político.
Com a decisão do STF de manter a prisão preventiva do empresário, o cenário mudou e a hipótese de colaboração ganhou força nos bastidores de Brasília.
“Batalha vencida”, mas tensão continua
Apesar da vitória momentânea no Supremo, a avaliação apresentada no blog é de que o episódio representa apenas uma etapa de uma disputa maior que ainda está em curso.
Segundo a análise, a tensão institucional deverá atingir seu ponto máximo quando Vorcaro decidir se falará e quais nomes eventualmente citará em uma colaboração premiada.
Caso isso ocorra, o empresário poderá revelar relações e pressões envolvendo autoridades dos Três Poderes, inclusive entre aqueles que, segundo o relato do blog, torceram ou atuaram pela sua soltura.
Investigação amplia pressão sobre o caso
O caso envolvendo o Banco Master tem provocado forte repercussão em Brasília e se desdobra em diferentes frentes de investigação.
Entre os episódios citados nas apurações recentes estão a informação de que Vorcaro declarou ter pago R$ 68 milhões a uma empresa mencionada em investigação da Polícia Federal, além do fato de que o advogado que deixou a defesa do empresário possui clientes que poderiam eventualmente ser citados em uma delação.
Outro ponto que amplia a dimensão institucional do caso é a atuação da Controladoria-Geral da União (CGU), que analisa um relatório de investigação envolvendo servidores do Banco Central ligados ao escândalo do Banco Master.
Com a manutenção da prisão do banqueiro e a crescente expectativa em torno de uma possível colaboração premiada, o caso passou a ser visto em Brasília como uma das crises políticas e institucionais mais sensíveis do momento, capaz de provocar fortes abalos nos bastidores do poder.
Com informações do Brasil 247
Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.
Deixe um comentário