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Guerra contra o Irã entra no 15º dia com intensificação de ataques e tensão no Golfo

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Bombardeios dos EUA e Israel ampliam conflito regional, elevam preços do petróleo e aumentam risco de crise energética global

247 – A guerra conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã chegou ao 15º dia com novos bombardeios e ameaças de escalada militar no Golfo Pérsico. Nas últimas horas, forças norte-americanas atacaram alvos militares na ilha iraniana de Kharg, ponto estratégico por onde passa a maior parte das exportações de petróleo do país.

Segundo informações publicadas pela Al Jazeera, o ataque ocorre no momento em que o conflito entra em sua terceira semana e se expande para diferentes frentes no Oriente Médio. O bombardeio contra Kharg intensificou as tensões regionais e ampliou temores de impacto no abastecimento global de energia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças norte-americanas atingiram instalações militares iranianas na ilha, considerada por ele a “joia da coroa” da infraestrutura energética do país.

Trump declarou que Washington decidiu não atingir diretamente as instalações petrolíferas da ilha. “Escolhi não atacar a infraestrutura de petróleo por razões de decência”, disse.

Apesar disso, o presidente norte-americano advertiu que essa decisão poderá ser revista caso o Irã interfira na navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo.

Cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas passam por Kharg, antes de seguir pelo Golfo Pérsico rumo ao mercado internacional.

Irã promete retaliação caso energia seja alvo

Autoridades iranianas advertiram que ataques contra instalações energéticas do país poderão desencadear represálias contra infraestrutura petrolífera em toda a região e contra ativos alinhados aos Estados Unidos.

A ameaça elevou preocupações sobre uma possível crise energética global, já que qualquer interrupção no Estreito de Ormuz pode afetar significativamente o fluxo mundial de petróleo.

Desde o início da guerra conjunta de EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, ao menos 1.444 pessoas morreram e 18.551 ficaram feridas em ataques dentro do Irã.

Irã lança mísseis e drones contra Israel

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter disparado mísseis e drones contra Israel em coordenação com o Hezbollah, movimento político e militar da Resistência libanesa. 

Segundo a IRGC, a operação ocorreu no contexto das celebrações do Dia de Al-Quds, evento anual que manifesta apoio à causa palestina.

Explosões também foram registradas na região de Tel Aviv, o principal centro econômico de Israel, após alertas de lançamento de mísseis iranianos.

Tensões se espalham pelo Golfo

O conflito já afeta diversos países da região.

Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa informou ter interceptado e destruído seis drones — cinco na região oriental do país e outro sobre o deserto conhecido como “Empty Quarter”.

No Qatar, as forças armadas disseram ter interceptado um míssil após alertas de segurança enviados a celulares da população. Algumas áreas, incluindo partes da Education City, chegaram a ser evacuadas.

No Bahrein, sirenes foram acionadas e autoridades orientaram moradores a buscar abrigo.

Já em Omã, a morte de duas pessoas após a queda de drones levou o sultão Haitham bin Tariq e o emir do Qatar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, a defenderem diálogo e desescalada militar na região.

Escalada militar dos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o secretário do Exército, Dan Driscoll, afirmou que o país planeja enviar 10 mil drones interceptadores ao Oriente Médio para responder aos ataques iranianos.

Além disso, autoridades norte-americanas avaliam o envio do navio de assalto anfíbio USS Tripoli, acompanhado de cerca de 2.500 fuzileiros navais.

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, também afirmou que as forças armadas do país mostrarão “sem clemência e sem misericórdia para o nosso inimigo”.

GUerra também atinge Líbano e Iraque

No Líbano, ataques israelenses já deixaram 773 mortos desde 2 de março, de acordo com o Ministério da Saúde libanês.

O governo do país condenou um ataque contra um centro de saúde em Borj Qalaouiye que matou 12 profissionais médicos, incluindo médicos, enfermeiros e paramédicos.

Bombardeios também atingiram uma base do batalhão nepalês da missão de paz da ONU (UNIFIL) na cidade de Meiss el-Jabal.

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o movimento da Resistência está preparado para uma “longa confrontação” com Israel.

No Iraque, um míssil atingiu um heliponto da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, destruindo o sistema de defesa aérea da instalação, segundo fontes de segurança citadas pela Al Jazeera.

Impactos econômicos globais

A escalada da guerra já provoca efeitos na economia internacional.

Os preços do petróleo subiram fortemente diante do risco de interrupção no transporte de energia pelo Golfo. Em resposta, o Canadá anunciou que liberará 23,6 milhões de barris de petróleo em uma ação coordenada pela Agência Internacional de Energia (IEA).

O setor aéreo também sente os efeitos. Companhias indianas, como Air India e IndiGo, elevaram significativamente o preço das passagens para compensar o aumento dos custos do combustível de aviação.

Mudanças na dinâmica diplomática

Analistas indicam que, apesar da presença militar norte-americana na região, Washington pode estar perdendo influência diplomática na gestão da crise envolvendo o Estreito de Ormuz.

Países como Índia, França e Itália passaram a negociar diretamente com o Irã para garantir a passagem segura de seus navios, contornando canais diplomáticos tradicionais dos Estados Unidos.

O cenário reforça a complexidade do conflito, que já ultrapassa fronteiras nacionais e passa a redesenhar tanto a segurança regional quanto o equilíbrio energético global.

Com informações do Brasil 247

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