Pré-candidatos à Presidência turbinam formação da equipe com escolha de marqueteiros para a corrida eleitoral
A pouco mais de seis meses para as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-SP) definiram seus respectivos marqueteiros para a corrida ao Palácio do Planalto.
Enquanto a cúpula petista optou por incluir o marqueteiro baiano Raul Rabelo na equipe comandada pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, o também baiano Sidônio Palmeira, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro deve escolher Paulo Vasconcelos.
Sidônio e Rabelo foram sócios de uma tradicional agência de publicidade em Salvador. Para a pré-campanha deste ano, a comunicação de Lula terá de lidar com a queda do presidente nas pesquisas eleitorais. No último levantamento, divulgado nesta semana pela Quaest, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 41% num cenário de segundo turno. A diferença entre os dois era de 10 pontos percentuais em dezembro, caiu para sete em janeiro e para cinco em fevereiro.
Além do reforço na equipe para a corrida eleitoral, o governo elabora a formação do chamado “núcleo duro” da campanha. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, será um dos coordenadores. Responsável pela integração do Planalto com movimentos sociais, Boulos comanda o programa Governo na Rua, ação para levar serviços e atendimento à população. A expectativa é que essa iniciativa visite todas as capitais até junho.
Outro nome ventilado para o núcleo duro do governo é o do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Ele, segundo interlocutores do PT, atuaria como braço para comunicação com eleitores ligados ao agro. Pesa contra Fávaro, no entanto, a ideia de que o nome dele teria resistências de confederações ligadas à agricultura.
Experiência
A possível escolha da cúpula do PL pelo nome de Paulo Vasconcelos deve levar em conta a experiência do marqueteiro em eleições. Publicitário mineiro, Vasconcelos comandou a comunicação do então candidato Aécio Neves (PSDB) nas eleições presidenciais de 2014.
À ocasião, embora tenha perdido o pleito para a presidente Dilma Rousseff (PT), a campanha de Aécio o manteve no “jogo” quando a então candidata Marina Silva (Rede) tinha disparado nas pesquisas após a morte de Eduardo Campos. Na época, Marina era vice de Campos, vitimado por um acidente de avião.
Além de ser cotado para o comando da comunicação de Flávio Bolsonaro, Vasconcelos foi procurado por outros pré-candidatos ligados à direita. O deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ) já fechou com o marqueteiro, que vai comandar sua campanha para governador do Rio de Janeiro.
No estado, pesou a favor da contratação de Vasconcelos o fato de ele ter dirigido a campanha do governador Cláudio Castro (PL) no pleito de 2022. Ele venceu no primeiro turno o então candidato Marcelo Freixo (PSB), atual presidente da Agência Brasileira de Promoção ao Turismo (Embratur).
Com informações do Correio Braziliense
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