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Incêndio na 110 Norte: cinco pessoas foram intoxicadas com fumaça

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Cinco vítimas foram resgatadas do prédio onde um apartamento foi consumido pelas chamas na tarde desta segunda-feira (14/5), na Asa Norte. Intoxicadas com fumaça, elas foram encaminhadas para dois hospitais particulares da capital da República. No Bloco M da 110 Norte, o fogo começou na unidade 603, de acordo com informações do subcomandante operacional do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), coronel Marco Negrão de Brito.

Uma idosa de 90 anos estava no apartamento onde as chamas começaram e disse aos bombeiros que ouviu uma explosão. Então, constatou: o local pegava fogo. Ela estava com um cachorro, o qual teria sido levado a um hospital veterinário. Os moradores, um casal e dois filhos, não estavam no imóvel no momento do incidente.

O incêndio se espalhou para o apartamento 604 e a fumaça chegou até o 602, no qual estavam as duas mulheres resgatadas pelas escadas da corporação. As outras pessoas saíram do edifício “por meios próprios”, segundo o coronel Negrão.

Por volta das 18h desta segunda, o incêndio tinha sido extinto, mas a fumaça ainda persistia, contou o militar. “O prédio tem quatro apartamentos por andar. Apesar de o incêndio ter se restringido a um deles, o calor foi intenso no prédio todo. Por isso, as duas mulheres que estavam no 602 não conseguiram sair”, acrescentou.

O coronel esclareceu que o combate às chamas, inicialmente, não ocorreu de fora para dentro, pois os bombeiros no interior do prédio seriam “cozinhados”. “Estávamos fazendo combate interno, pressurizamos a rede e depois fizemos o combate externo”, detalhou.

Os bombeiros concentram-se agora na vistoria dos apartamentos. Eles estão à procura dos proprietários, para evitar arrombamentos. No início da noite, o prédio continuava interditado e com a energia elétrica cortada.

Um profissional machucou-se durante o combate ao fogo: ele levou uma pancada na cabeça e sofreu um corte. Mas, segundo o subcomandante operacional do CBMDF, “não foi nada sério”.

Desespero
Uma das mulheres resgatadas pela escada mecânica é a síndica, que se chama Miriam. A outra é a mãe dela e foi a primeira a ser resgatada. Ela recebeu atendimento dos bombeiros e não quis falar com a imprensa.

Logo após o resgate de Miriam, ela perguntou várias vezes: “Cadê minha mãe?”. Em seguida, foi tranquilizada pelos bombeiros ao ser informada que a genitora passava bem.

Veja imagens do incêndio

Outro morador, o empresário João Santos, 52 anos, contou que todos ficaram apavorados. “Estava no trabalho e vim correndo logo depois que minha mulher me ligou contando. Ela ficou bastante assustada. Nunca passei por isso antes. A gente sempre vê acontecer com os outros, não conosco. É apavorante”, disse.

João Santos mora no terceiro andar do prédio há mais de uma década. Conforme relatou, o edifício foi construído há cerca de 15 anos. Na hora do incidente, a esposa dele, o filho de 11 anos e a secretária estavam em casa e precisaram sair às pressas.

MICHAEL MELO/METRÓPOLES

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Mulheres aguardam resgate dos bombeiros

 

Vídeos feitos por vizinhos circulam nas redes sociais. Confira:

 

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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