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Bolsonaro volta a se dizer perseguido: “Querem me destruir por completo”

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Declarações foram feitas no mesmo dia em que a PGR deve apresentar alegações finais no inquérito do plano de golpe; ex-presidente não cita diretamente o STF ou o Ministério Público

No dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar as alegações finais na ação penal do chamado “núcleo do golpe” no Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou em rede social que há uma tentativa de destruí-lo por completo. O caso apura o envolvimento de aliados e do próprio ex-chefe do Executivo na elaboração de um plano para anular as eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O sistema nunca quis apenas me tirar do caminho. A verdade é mais dura: querem me destruir por completo — eliminar fisicamente, como já tentaram — para que possam, enfim, alcançar você. O cidadão comum. A sua liberdade. A sua fé. A sua família. A sua forma de pensar”, escreveu Bolsonaro nesta segunda-feira (17/4). A postagem foi publicada nas redes sociais horas antes da manifestação da PGR ser enviada ao STF.

Ao longo do texto, Bolsonaro evita citar diretamente o STF ou o Ministério Público, mas reforça o discurso de perseguição. “Querem silenciar quem se opõe. E se não podem calar com censura, tentam com ameaças, inquéritos, prisão ou até com a morte. Não se enganem: se hoje fazem isso comigo, amanhã será com você”, afirma.

O ex-presidente também voltou a associar o Judiciário e a imprensa a um suposto projeto autoritário. “Luto porque não aceito ver o país escravizado por um sistema podre, sustentado por uma imprensa comprada, por poucos juízes militantes e por políticos que sabem que é sua última chance de implementar seu sonho ideológico nefasto neste país maravilhoso”, escreveu.

A manifestação da PGR representa a última etapa da fase de acusação antes da eventual abertura do julgamento. O inquérito, autorizado pelo STF, investiga se Bolsonaro e aliados tentaram promover um golpe de Estado, com base em articulações que envolvem a minuta de um decreto de estado de sítio e reuniões com militares para anular o resultado das eleições.

O processo é um desdobramento da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência. A defesa de Bolsonaro nega qualquer tentativa de golpe e classifica as acusações como “narrativas políticas”. Nas redes sociais, o ex-presidente conclui: “Enquanto Deus me der vida, estarei aqui. Em pé. Falando a verdade. E lembrando que o Brasil não pertence ao sistema — pertence ao povo brasileiro”.

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