Medida defendida pelo governo dos EUA pode viabilizar interferência americana no território brasileiro
247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou neste sábado (14) que as principais facções criminosas do país deveriam ser classificadas como organizações terroristas. Durante um evento partidário realizado em Rondônia, o parlamentar afirmou que grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) devem receber esse enquadramento como parte de uma política mais dura de segurança pública.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9
A manifestação do senador ocorreu em meio a discussões internacionais sobre o tema, após sinalizações do governo dos Estados Unidos de que poderia considerar essas organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas.
Durante o discurso para apoiadores, Flávio Bolsonaro defendeu que a direita adote uma postura firme contra as facções. “Nós da direita temos que taxar, sim, de organização terrorista o Comando Vermelho e o PCC. A gente tem que libertar as pessoas que moram em áreas dominadas não só por essas facções, mas por outras”, afirmou.
O debate ganhou destaque após movimentações diplomáticas recentes envolvendo o tema. De acordo com o Metrópoles, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou na semana anterior com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Na ocasião, Vieira teria argumentado contra a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas, avaliando que a medida poderia abrir margem para interferências externas na soberania nacional.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se posiciona de forma contrária a esse enquadramento. A avaliação do Planalto é que a classificação pode criar precedentes para atuação internacional em assuntos considerados internos do país.
Em seu discurso, o senador criticou a posição do governo federal e afirmou que o Brasil estaria entrando em conflito diplomático com Washington. “Compra briga com os Estados Unidos para defender que o Comando Vermelho e o PCC de não ser rotulado de organização terrorista”, declarou.
Flávio Bolsonaro também fez críticas à política de segurança pública da atual gestão federal, afirmando que o governo adota uma “política de colocar nas ruas presidiários”. Em tom eleitoral, o parlamentar disse ainda que, caso chegue ao Palácio do Planalto, pretende adotar medidas duras contra a criminalidade.
“Arregaçar” contra criminosos, disse o senador ao falar sobre o que faria em um eventual governo. Ele também defendeu penas mais severas para crimes violentos e ressaltou a necessidade de punições mais duras em casos de violência contra mulheres. “Punição pesada para vagabundo”, afirmou, acrescentando que é preciso “deixar mofar na cadeia quem mata mulher”.
Com informações do Brasil 247
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