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Marcos Do Val chama delegado de “capataz do Alexandre de Moraes”

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Nas redes sociais, senador do Podemos publicou foto do delegado com arte de “procura-se” e alegou, sem provas, violação da Constituição

É a segunda vez no mês em que Do Val publica ataques contra autoridades sem provas – (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

O senador Marcos Do Val (Podemos-ES) usou a rede social X para atacar, na noite de domingo (14/7), o delegado de Polícia Federal, Fábio Shor, responsável por investigações em casos sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Do Val alegou que Shor é “capataz” do magistrado e comete “violações contra a Constituição e os direitos humanos dos brasileiros”. 

“Shor tem invadido residências com mandados de busca e apreensão ilegais, apontando armas na cara de crianças, e confiscando celulares dessas crianças. Essas ações são desumanas e inaceitáveis, e estão sendo realizadas sob a falsa bandeira da Polícia Federal, quando na verdade são ordens diretas de Alexandre de Moraes, com a conivência deste delegado covarde”, escreveu o senador.

Apesar das alegações, Do Val não apresentou provas contra o delegado ou contra o ministro, mas disse que a postagem é um “desabafo” e uma “denúncia” dos policiais federais “indignados” com as investigações sob a relatoria de Moraes. Vale lembrar que o parlamentar é investigado por associação criminosa e tentativa de golpe.

Junto às acusações, o senador também publicou uma imagem do delegado com uma arte de “procura-se” no topo e a frase “Ele é o responsável por prender patriotas inocentes e fazer milhares de crianças chorarem por seus pais” abaixo da foto do delegado.

Repúdio

É a segunda vez no mês em que Do Val publica ataques contra autoridades. No início do mês, o senador afirmou que Moraes manipulou as eleições de 2022 para beneficiar o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, mais uma vez, não apresentou provas.   

As alegações de Do Val foram repudiadas por associações policiais. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) diz estar estudando medidas judiciais contra o senador e declara apoio e solidariedade à autoridade policial atacada.

“Além de infelizes, os ataques desconsideram a autonomia investigativa do Delegado, que é manifestada na conclusão do inquérito, sendo esse ainda submetido à análise do Ministério Público e a uma decisão final do juízo competente, notadamente em relação às medidas cautelares”, escreveu a entidade. 

Com informações do Correio Braziliense

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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