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Alckmin diz que governo tentará reverter tarifas de Trump antes de agosto

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Vice-presidente avisa que, sem avanço nas negociações, Brasil pedirá prorrogação do prazo; governo e setor industrial reforçam mobilização bilateral com os EUA

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (15/7) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está empenhado em reverter, antes de agosto, as tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, às exportações brasileiras. 

Segundo o chefe da pasta, caso não haja avanço nas negociações, o Brasil buscará a prorrogação do prazo estabelecido por Washington. “O prazo é exíguo, mas vamos trabalhar para tentar avançar o máximo nesse prazo”, disse em coletiva de imprensa após reunião com o setor industrial para discutir estratégias de reação às tarifas. 

“Ouvimos todos os setores, foi uma reunião muito proveitosa. Trouxe a mensagem do presidente Lula e o empenho do governo para rever esta situação”, declarou. “O que ouvimos aqui é negociação, ou seja, um empenho para rever [as tarifas], o que coincide com a proposta do governo brasileiro.”

Alckmin também destacou que o setor produtivo brasileiro vai acionar seus parceiros comerciais nos Estados Unidos, reforçando a importância de uma mobilização bilateral. “É uma relação importante que repercute também nos Estados Unidos, podendo encarecer produtos e a economia americana.” 

De acordo com o vice-presidente, as exportações do Brasil para os EUA cresceram 4,37% de janeiro a junho, enquanto as exportações norte-americanas para o Brasil subiram 11,48% no mesmo período. “Portanto, é totalmente incompreensível essa decisão da tarifa.”

Ele informou, ainda, que o governo brasileiro enviou cartas formais aos Estados Unidos para negociar as tarifas desde a primeira rodada de sanções, mas ainda não obteve qualquer resposta. “Nós enviamos uma carta há cerca de dois meses, tratando de um possível acordo, de entendimento, mas até agora não tivemos resposta. Então, o que vamos fazer agora é encaminhar uma nova carta, reafirmando que seguimos aguardando retorno e seguimos empenhados em resolver esse problema.”

Com informações do Correio Braziliense

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