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Carla Zambelli devolve apartamento funcional após mais de um mês foragida

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A deputada licenciada permanece fora do Brasil desde junho, contrariando ordem de prisão do STF; defesa nega ao Correio que Zambelli vá se entregar à polícia e foca em reverter perda de mandato

A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) irá devolver, nesta terça-feira (15/7), o apartamento funcional que ocupava em Brasília, após mais de um mês foragida no exterior. O imóvel deveria ter sido desocupado até o último dia 4 de julho, prazo estipulado pela Câmara dos Deputados com base nas normas da Casa, que concedem 30 dias para desocupação após o afastamento do mandato.

O afastamento de Zambelli foi oficializado em 5 de junho, sendo sete dias por motivo de saúde e outros 120 por interesse particular — período em que ela já não recebe salário parlamentar. Mesmo assim, permaneceu ocupando irregularmente o imóvel funcional, cuja utilização é restrita a deputados em exercício e que não possuem residência em Brasília.

A entrega das chaves será feita pela defesa da parlamentar, que confirmou ao Correio que o imóvel já se encontra desocupado. “Hoje estou na Câmara para a devolução do apartamento na 4ª Secretaria, às 14h”, afirmou Fábio Pagnozz, advogado da deputada.

Zambelli está na Europa desde que deixou os Estados Unidos, após afirmar em entrevista a um canal no YouTube que buscaria tratamento de saúde no exterior. Embora o destino final não tenha sido revelado, a deputada comunicou que permanecerá fora do país por tempo indeterminado.

Condenação

No dia 3 de junho, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva de Zambelli e sua inclusão na lista de procurados da Interpol. A solicitação foi feita ao ministro Alexandre de Moraes, com base na condenação da parlamentar por envolvimento na invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. O STF fixou pena de 10 anos de prisão e multa de R$ 2 milhões por danos coletivos. 

Segundo as investigações, Zambelli teria sido a mandante intelectual do ataque cibernético que resultou na emissão de um mandado de prisão falso contra o próprio ministro Alexandre de Moraes. O hacker Walter Delgatti, responsável pela execução do crime, confessou ter agido a mando da deputada e também foi condenado.

Após a confirmação de que a parlamentar havia deixado o país, o então advogado de defesa Daniel Bialski renunciou ao caso. “Por motivo de foro íntimo, estou deixando a defesa da deputada”, declarou.

Agora, com nova equipe, a estratégia da defesa não inclui, por ora, a apresentação espontânea da parlamentar à Justiça. “Não nesse momento. A defesa primeiramente está trabalhando com seu processo de perda de mandato”, afirmou Pagnozz ao ser questionado se Zambelli pretende se entregar à polícia brasileira.

Com informações do Correio Braziliense

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