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Governo articula resposta a tarifaço dos EUA com indústria e agronegócio

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Reuniões comandadas por Alckmin ocorrem após decreto de Lula regulamentar a Lei da Reciprocidade Econômica

vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, conduz nesta terça-feira (15/7) uma série de reuniões com representantes do setor produtivo para discutir estratégias de reação às tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

Pela manhã, Alckmin recebeu representantes da indústria. O encontro começou às 10h e tem duração prevista de duas horas. Entre os participantes está o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Antonio Ricardo Alvarez Alban, que chegou à sede da pasta por volta das 9h40.

Também participam da reunião representantes dos setores de aviões, aço, alumínio, celulose, máquinas, calçados, móveis e autopeças.

À tarde, a partir das 14h, o vice-presidente se reúne com representantes do agronegócio. A nova rodada de reuniões deve durar aproximadamente duas horas. Foram convocados representantes dos setores de suco de laranja, carne, frutas, mel, couro e pescado.

Os encontros integram os trabalhos de um comitê interministerial criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para coordenar a resposta brasileira ao tarifaço. O grupo reúne o Mdic, a Casa Civil, o Ministério da Fazenda e o Ministério das Relações Exteriores.

Reciprocidade 

Em meio à escalada das tensões comerciais, o presidente Lula assinou, na segunda-feira (14/7), o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade Econômica. A medida estabelece diretrizes para suspender concessões comerciais, investimentos e obrigações relacionadas à propriedade intelectual, em resposta a ações unilaterais de países ou blocos que prejudiquem a competitividade brasileira no comércio internacional.

A aplicação da reciprocidade poderá seguir três caminhos principais: a imposição de tarifas equivalentes (reciprocidade direta), a contestação das medidas junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) ou a revisão de benefícios comerciais concedidos.

Existe ainda a expectativa de que o governo adote uma retaliação proporcional às tarifas norte-americanas. O setor produtivo, porém, tem adotado uma postura cautelosa diante da possibilidade de medidas retaliatórias.

Com informações do Correio Braziliense

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