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Operação no DF apura desvio milionário na educação e mira deputado líder do governo

Endereços ligados a Hermeto (MDB) foram alvo de mandados de busca; parlamentar nega irregularidades

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Deputado Hermeto (MDB) nega irregularidades e disse não ter participação em contratos da Educação | Crédito: Carolina Curi/Agência CLDF
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em conjunto com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagraram, nesta quinta-feira (12), operação que investiga esquema de corrupção que desviou mais de R$ 46 milhões da educação pública no Distrito Federal. O líder do Governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputado Hermeto (MDB) é um dos alvos. 

Intitulada Operação Blackboard, a ação cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Tocantins, Goiás e no Distrito Federal. A investigação aponta a participação de agentes públicos com prerrogativa de foro. Há indícios de desvio milionário do orçamento da educação. 

Segundo o MP, parte expressiva desses recursos é proveniente de emendas parlamentares destinadas de forma irregular. As buscas foram realizadas na Secretaria de Educação, na CLDF e em outros endereços ligados ao deputado Hermeto (MDB). 

Investigação

No centro das investigações está a locação de um imóvel privado no Setor de Motéis, na Candangolândia, para abrigar uma instituição de ensino fundamental e a sede da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Núcleo Bandeirante.

O aluguel foi contratado sob a alegação de que o prédio antigo estava em condições precárias. A escola então foi fechada para reformas. No entanto, não foi apresentado laudo técnico que comprovasse a situação do imóvel e o valor da reforma comunicado era muito superior. 

Segundo informações, Hermeto foi responsável por intermediar a contratação do aluguel e teria direcionado emendas parlamentares expressivas por meio do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) para a associação envolvida no esquema. 

Outro lado 

O deputado afirmou que não possui “qualquer gestão ou participação em contratos administrativos da Secretaria de Educação, que são de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo” e que permanece à disposição para esclarecimentos. 

“Os recursos destinados por meu mandato ao PDAF ao longo de sete anos foram aplicados em melhorias e manutenção de mais de 60 escolas públicas em todo o Distrito Federal. É importante destacar que o PDAF não pode ser utilizado para pagamento de aluguel, portanto, nenhum centavo desses recursos foi destinado a essa finalidade”, disse em nota.

*Conteúdo originalmente publicado em Brasil de Fato

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Fontes:BdF
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Angelo Marcio

Assistente Social, Consultor PCD de Acessibilidade e Produtor Cultural.

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