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Mercosul e Efta finalizam acordo comercial no Rio de Janeiro nesta terça (16/9)

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Tratado prevê a isenção de impostos para 99% do valor exportado pelo Brasil aos quatro países que compõem o bloco nórdico: Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein

Um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) será assinado hoje (16/9) à tarde, no Palácio do Itamaraty do Rio de Janeiro.

O tratado elimina tarifas para 99% das exportações brasileiras ao bloco, formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. Do Mercosul, participam o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai. Negociado desde 2017, o acerto será consolidado no momento em que Brasil e Europa reagem ao tarifaço dos Estados Unidos e buscam alternativas comerciais.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, presidirá a cerimônia. O Itamaraty informou que, na solenidade, também apresentará as prioridades da atual presidência brasileira do bloco sul-americano como o lançamento da “Estratégia Mercosul de Combate ao Crime Organizado”, para aperfeiçoar a cooperação na área da segurança pública.

“Para o Brasil, a consolidação da união aduaneira, a diversificação das parcerias econômico-comerciais do Mercosul e a modernização e o aprofundamento dos acordos regionais vigentes constituem objetivos essenciais em meio a cenário internacional instável e complexo. A presidência brasileira enfatizará, ainda, a importância do apoio ao processo de adesão plena da Bolívia ao bloco”, registrou o ministério, em comunicado.

Em paralelo à assinatura, a ministra  de Comércio e Indústria da Noruega, Cecilie Myrseth, terá reunião bilateral com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, para tratar de temas de interesse comercial comum.

Juntos, os países que formam o Efta têm um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,4 trilhão. Para o Brasil, o acordo representa acesso facilitado a mercados de elevada renda e alto poder aquisitivo.

Abertura de mercado

O Brasil exportou US$ 3,09 bilhões aos países da Efta em 2024, e importou US$ 4,05 bilhões. Com o acordo, cerca de 99% do valor das exportações brasileiras para o grupo ficarão livres de impostos, enquanto o Brasil isentará de tarifas 97% das importações vindas dos países europeus.

Para o setor agropecuário brasileiro, o tratado representa uma maior abertura para mercados sofisticados que valorizam produtos diferenciados.

Já para a indústria de transformação brasileira, os principais setores beneficiados são alimentos (19,4%), químicos (17,9%), máquinas e equipamentos (9,6%), metalurgia (9,5%) e produtos de metal (6,7%), segundo informou a Confederação Nacional das Indústrias (CNI).

Especialistas em comércio internacional apontam que a assinatura do acordo com Efta deve agilizar a oficialização do tratado entre o bloco sul-americano e a União Europeia, prioridade do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que almeja assinar o acerto comercial com a UE até o fim deste ano.

Com informações do Correio Braziliense

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