Fala do secretário Mário Sarrubbo acontece em meios às investigações do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz; projeto deve ser apresentado à Presidência
O secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, anunciou que vai enviar projeto de alterações na lei que tipifica as organizações criminosas (12.850/2013) para a Presidência. O dispositivo prevê a proteção a testemunhas e a agentes públicos, inclusive após a aposentadoria. Anúncio foi feito durante coletiva de imprensa no Seminário Lide nesta terça-feira (16/9).
“É algo necessário, muito importante e já era uma previsão do debate que foi produzido a partir da construção do projeto legislativo”, comenta. “Nós devemos apresentar ao ministro [da Justiça, Ricardo] Lewandowski, que deve apresentar em algumas semanas ao presidente da República e acreditamos que ele vá ao Congresso Nacional”. Play Video
Durante a fala, Sarubbo lamentou a morte do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, executado a tiros nesta segunda-feira (15/9), em Praia Grande (SP). “Dr. Ruy Fontes era um profissional de altíssima qualidade, tem uma folha de serviços prestada à Polícia Civil e à população de São Paulo no combate ao crime”, afirma. “Eu o conhecia muito, trabalhamos em algumas ocasiões juntos, então estamos todos muito tristes e aguardando as investigações e a prisão dos responsáveis”.
Nesta terça, a Polícia identificou o primeiro suspeito do crime. Segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, o homem tinha diversas passagens por roubo e ameaças.
A morte de Ruy Ferraz, que liderou investigações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), acontece em meio à atuação histórica do Estado contra o crime organizado. Sarubbo destacou a importância das operações das últimas semanas e destacou que não só o Brasil, mas toda a América Latina, enfrenta um momento delicado com a atuação das facções criminosas.
“Isso mostra que é muito importante o trabalho integrado e algumas alterações na legislação, em especial naquela que trata de crime organizado, mas integração e inteligência é fundamental”, destacou.
O Seminário LIDE Segurança Pública aconteceu em São Paulo com a presença de representantes do governo, delegados, militares e especialistas em segurança.
Com informações do Correio Braziliense
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