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Desemprego cai e atinge menor nível, mostra IBGE

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Taxa de desocupação recuou para 5,6% no segundo trimestre do ano. Ainda são 6,8 milhões sem trabalho

O desemprego atingiu o menor nível desde 2012, quando se iniciou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O levantamento publicado, nesta terça-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a taxa de desocupação recuou para 5,6% no trimestre maio-junho-julho de 2025. Na comparação com os três meses anteriores, a queda foi de 1%, enquanto que em relação ao mesmo período do ano anterior, o recuo foi de 1,2%.

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ECO-desemprego4(foto: Valdo Virgo)

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A Pnad Contínua é publicada mensalmente e conta com dados mais abrangentes que a pesquisa realizada com as estatísticas apenas do mês anterior. De acordo com a sondagem do IBGE divulgada nesta terça, 1 milhão de brasileiros deixaram o desemprego no período de maio a julho, o que representa uma queda de 14,2% no trimestre. Diante disso, a população desocupada recuou para 6,118 milhões de pessoas, fruto também de uma queda de 16% desde o início do ano.

Já a população ocupada — com vínculo empregatício — atingiu 102,4 milhões de brasileiros, o que representa o recorde da série histórica, com avanço tanto no trimestre (1,2 milhão) quanto no ano (2,4 milhões). O nível da ocupação, que indica o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, permaneceu estável no trimestre, ainda no maior nível da série histórica, em 58,8%.

Para o analista da Pnad, William Kratochwill, é possível perceber uma redução da população desalentada, ou seja, que desistiram de procurar emprego por se acharem velhos ou muito jovens, ou por não haver empregos nas proximidades, ou por não se acharem capazes de trabalhar. Além disso, também representa a parcela da população que não está procurando emprego, mas gostaria de trabalhar.

“Isso mostra que o desemprego reduziu devido ao aumento da ocupação, não simplesmente porque as pessoas entraram em desalento, desistiram de procurar trabalho. Quando observamos onde aumentou essa ocupação, percebemos que foi no setor público e também nos trabalhadores por conta própria”, avalia o especialista.

Ainda segundo os dados do IBGE, a população subutilizada — que representa os indivíduos que estão alocados em empregos abaixo de sua capacidade produtiva ou que não encontraram uma oportunidade de trabalho satisfatória — caiu 8,8% em relação ao trimestre anterior e 12,4% no ano, recuando para 16,1 milhões. Já a população subocupada por insuficiência de horas ficou estável em 4,6 milhões no trimestre, com queda de 349 mil pessoas no ano. 

Outro recorde apontado pela pesquisa é o número de empregados no setor público, que chegou a 12,9 milhões de pessoas no trimestre encerrado em julho, avançando 3,4% na comparação com o trimestre anterior e 3,5% no mesmo período de 2024. No setor privado, também houve recorde: 52,6 milhões de empregados, com crescimento de mais de 1,2 milhão no ano, ou 2,2%, na mesma comparação.

Setor privado

Dentro do setor privado, o número de empregados com carteira assinada, excluindo os trabalhadores domésticos, também atingiu novo recorde da série histórica, com  39,1 milhões, ao todo. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 3,5%, o que representa mais 1,3 milhão de pessoas. O número de empregados sem carteira no setor privado permaneceu estável, aos 13,5 milhões.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos também atingiu o maior nível nominal da série histórica (R$ 3.484), ao avançar 1,3% ante o trimestre anterior e 3,8% no ano. Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 352,3 bilhões e também foi recorde, avançando tanto em relação ao trimestre anterior (2,5%) quanto na comparação com o mesmo período do ano anterior (6,4%).

Na avaliação do especialista Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), a política econômica expansionista do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva impulsiona o emprego e a renda no país. “Essa consequente ‘resiliência financeira’ é oportuna, principalmente, para as famílias de baixa e média renda poderem consumir e utilizar crédito quando for o caso, ou buscar mitigar seu passivo financeiro com contas de consumo, orçamento negativo e inadimplência”, considera.

Apesar dos resultados positivos, o especialista acredita que o excesso de medidas para impulsionar a economia pode mais atrapalhar do que ajudar, além de comprometer a saúde fiscal no país. “Esse ambiente tem efeito propulsor para atividade econômica que é bem-vindo, mas também traz viés inflacionário em ambiente de desequilíbrio entre oferta e demanda e custos financeiros elevados com taxa de juros restritiva devido à política monetária apertada”, acrescenta o economista.

Com informações do Correio Braziliense

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